Setembro Amarelo: mais de 1 bilhão de pessoas sofrem com transtornos mentais, alerta OMS
Organização Mundial da Saúde cobra mais investimentos para combater ansiedade, depressão e suicídio
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum tipo de transtorno mental no mundo, segundo relatório divulgado, na terça-feira (2), pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A agência das Nações Unidas classifica o problema como um dos maiores desafios da saúde pública e cobra investimentos urgentes para ampliar o acesso aos serviços especializados. As informações são da Agência Brasil.
“Embora muitos países tenham reforçado suas políticas e programas de saúde mental, maiores investimentos e ações são necessários globalmente para ampliar os serviços no intuito de proteger e promover a saúde mental das pessoas”, destacou a OMS.
Os dados apontam que ansiedade e depressão são as condições mais prevalentes, atingindo pessoas de todas as idades, gêneros e níveis de renda. “É a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, gerando perda de qualidade de vida”, reforçou a organização.
Setembro Amarelo reforça alerta da OMS
A divulgação do relatório ocorre no início do Setembro Amarelo, campanha brasileira de prevenção ao suicídio criada em 2015. O mês foi escolhido porque, desde 2003, o dia 10 de setembro é reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. Neste ano, a data cai na próxima quarta-feira.
A iniciativa busca conscientizar a população sobre a importância do cuidado com a saúde mental, reduzir estigmas e estimular que pessoas com sinais de sofrimento emocional busquem ajuda. O relatório da OMS se soma a esse esforço, evidenciando que o suicídio permanece como uma das principais causas de morte no mundo.
Desafios globais e cobrança por ação imediata
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, enfatizou a necessidade de transformar radicalmente os serviços de saúde mental.
“Transformar os serviços de saúde mental é um dos desafios mais urgentes da saúde pública. Investir em saúde mental significa investir em pessoas, comunidades e economias – um investimento que nenhum país pode se dar ao luxo de negligenciar.”
Ele ressaltou que governos e líderes mundiais têm responsabilidade direta em garantir que o atendimento em saúde mental seja tratado como direito básico e não como privilégio. “Cada governo e cada líder tem a responsabilidade de agir com urgência e garantir que os cuidados em saúde mental não sejam tratados como um privilégio, mas como um direito básico de todos.”
Suicídio: face mais trágica dos transtornos mentais
A OMS chamou atenção para os impactos do suicídio, que ceifou 721 mil vidas em 2021. O problema é uma das principais causas de morte entre jovens em países ricos e pobres, afetando sociedades em todos os contextos socioeconômicos.
Apesar de esforços internacionais, o progresso na redução das mortes por suicídio é insuficiente. O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU prevê reduzir em um terço a taxa global até 2030, mas, no ritmo atual, apenas 12% de redução será alcançada no período.
Peso econômico da saúde mental
Além do impacto humano devastador, a saúde mental precária gera prejuízos financeiros bilionários. A OMS estima que depressão e ansiedade custem à economia global cerca de US$ 1 trilhão por ano, principalmente por causa da queda de produtividade.
“Essas descobertas ressaltam a necessidade urgente de investimento sustentado, priorização mais rigorosa e colaboração multissetorial para expandir o acesso à saúde mental, reduzir o estigma e combater as causas profundas dos problemas de saúde mental”, concluiu a agência.
Investimento é questão de sobrevivência coletiva
A mensagem do novo relatório é clara: não há desenvolvimento sustentável sem saúde mental garantida para todos. Ampliar serviços, combater preconceitos e priorizar políticas públicas robustas são passos essenciais para evitar perdas humanas e econômicas irreparáveis. O Setembro Amarelo reforça que prevenir o suicídio e cuidar da saúde mental é uma responsabilidade de toda a sociedade.
Alerta gatilho
Se você estiver enfrentando sofrimento emocional, procure ajuda imediatamente. O Centro de Valorização da Vida (CVV) atende 24 horas por dia, todos os dias da semana, pelo número 188. A ligação é gratuita e pode ser feita de qualquer telefone fixo ou celular.
Além do CVV, você também pode buscar apoio em Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades de Pronto Atendimento (UPA), que oferecem atendimento especializado e suporte imediato.
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