Eleição presidencial na Venezuela acontece neste domingo
Ditador Nicolás Maduro enfrentará seu mais difícil desafio eleitoral desde que assumiu cargo em 2013
A eleição presidencial acontece, neste domingo (28), na Venezuela. O presidente Nicolás Maduro enfrentará seu mais difícil desafio eleitoral desde que assumiu cargo em 2013. O resultado da votação terá consequências para o futuro do país, bem como para os quase 8 milhões de venezuelanos que deixaram o país e contribuíram para um aumento da imigração nos Estados Unidos.
O governo autodenominado socialista da Venezuela está sendo desafiado pelo ex-diplomata Edmundo González Urrutia, à frente de uma oposição ressurgente comandada por María Corina Machado, impedida pela ditadura chavista de participar das eleições, além de um grupo de oito outros candidatos com menos peso.
Maduro, que presidiu um colapso econômico e levou milhões de pessoas a emigrarem, e seu Partido Socialista Unido da Venezuela impediram os rivais de participarem das eleições e têm se esforçado para pintá-los como elitistas em aliança com potências estrangeiras. Desta vez, o ditado prometeu permitir que a coalizão de oposição Plataforma Unitária participasse da eleição em um acordo que trouxe ao seu governo algum alívio das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. No entanto, Esse alívio, durou pouco, pois os EUA voltaram com as sanções em meio às crescentes ações do governo contra a oposição, incluindo o bloqueio da candidatura da líder da oposição, María Corina Machado.
Desde que a eleição foi convocada, ficou claro que a eleição não será totalmente livre nem justa. O ditador Nicolás Maduro, 61 anos, controla o legislativo, os militares, a polícia, o sistema judiciário, o conselho eleitoral nacional e grande parte da mídia, sem mencionar as violentas gangues paramilitares. Entretanto, uma eleição presidencial mais livre e justa parecia uma possibilidade no ano passado, quando o governo de Maduro concordou em trabalhar com a coalizão Plataforma Unitária, apoiada pelos EUA, para melhorar as condições eleitorais em outubro de 2023.
O governo também usou seu controle sobre os meios de comunicação, o fornecimento de combustível, a rede elétrica e outras infraestruturas do país para limitar o alcance da campanha de Machado-González. As crescentes ações tomadas contra a oposição levaram o governo Biden, no início deste ano, a encerrar o alívio das sanções que havia concedido em outubro.
Mais de 30 ativistas da oposição foram detidos ou se esconderam desde janeiro, de acordo com o principal partido da oposição. Muitos estão detidos em uma instalação conhecida como Helicoide, onde uma missão das Nações Unidas encontrou evidências de tortura. Uma proposta na legislatura poderia permitir que o governo suspendesse a campanha da oposição a qualquer momento. A grande maioria dos milhões de venezuelanos que vivem no exterior não conseguiu se registrar para votar devido às novas restrições que, segundo os especialistas em eleições, constituem fraude eleitoral.
Nas semanas que antecederam a eleição, grupos independentes observaram um aumento no número de seções eleitorais, o que poderia desacelerar o processo de votação e dificultar o monitoramento de fraudes. Embora todas as principais pesquisas mostrem que Maduro perderá em uma eleição geral, muitos críticos temem que seu governo não divulgará nem aceitará os resultados, se isso acontecer. Analistas afirmam que qualquer situação em que Maduro deixe o cargo quase certamente seguirá um acordo de saída negociado com a oposição, no qual ele provavelmente tentará se proteger de processos em um tribunal internacional por acusações de crimes contra a humanidade.
Mesmo assim, poucos venezuelanos esperam que a eleição resulte na saída de Maduro do cargo. Analistas políticos, especialistas em eleições, figuras da oposição e quatro ex-funcionários de alto escalão do governo de Maduro acreditam que ele provavelmente está pensando em várias opções para manter o poder.
“Esta pode ser a última grande oportunidade que a Venezuela tem em muito tempo para restaurar a democracia”, disse Ryan Berg, diretor do Programa para as Américas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais. “O nível de fraude que (o governo Maduro) vai exigir será tão óbvio para todos que não haverá forma de avançar com as eleições de forma crível. Eles vão pegá-los em flagrante”.
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Estadão Conteúdo
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