Futebol: Brasil dá vexame, perde da Argentina e está fora de Paris-2024

Atual bicampeão olímpico deixou escapar vaga na França que poderia vir até com empate, dependendo resultado de Venezuela x Paraguai

Por Estadão Conteúdo
12/02/2024 às 10h30
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Foto: Joilson Marconne/CBF
Foto: Joilson Marconne/CBF

O futebol brasileiro não estará nos Jogos de Paris-2024. Atual bicampeã olímpica, a seleção deu mais um vexame no Pré-Olímpico de Caracas, na Venezuela, ao perder da Argentina por 1 a 0 neste domingo e deixar escapar a vaga na França que poderia vir até com um empate a depender do resultado de Venezuela x Paraguai. Com um futebol ruim desde a fase de grupos, a seleção brasileira de Ramon Menezes jamais cativou a torcida e em nenhum momento demonstrou forças para alcançar um das duas vagas no quadrangular final.

Além de perder para a arquirrival Argentina, que garantiu a vaga, foram mais duas derrotas nos sete jogos disputados em Caracas, diante de Venezuela (3 a 1) e Paraguai ( 1 a 0), este já na fase decisiva, na qual somou apenas um triunfo, diante dos venezuelanos, por 2 a 1, conquistado nos minutos finais. Os acréscimos vieram com a tradicional catimba argentina e com confusão entre os jogadores. O Brasil, apático refletindo a postura de seu treinador na competição, deixou de jogar bola para se envolver em confusão e amarga, dura e merecida queda. 

Sem conseguir definir uma equipe titular ao longo de toda a competição, mais uma vez o técnico Ramon Menezes mandou o Brasil a campo modificado. Herói diante da Venezuela, definindo os 2 a 1 no fim, Guilherme Biro voltou a começar um jogo em escalação bastante precavida, com as saídas dos atacantes Gabriel Pec e John Kennedy, surpreendentemente na reserva. Alexsander voltou para o meio, com Rikelme na lateral esquerda. Endrick ficou isolado na frente.

Para não depender do resultado do jogo entre Venezuela e Paraguai, o Brasil tinha de ganhar para se garantir matematicamente. Aos argentinos restava uma única opção: somar os três pontos para subir aos cinco e avançar. Sem esconder que ia explorar os contragolpes, contudo, o Brasil se postou atrás, roubando bolas e mandando para a velocidade do isolado Endrick, com Biro um pouco mais atrás, na armação. Apesar de encaixar duas boas escapadas no começo, faltaram conclusões.

Almada, em cobrança de falta, carimbou a trave de Mycael, dando enorme susto nos brasileiros. O lance "acordou" a seleção, que começou a trabalhar melhor a bola e voltou a incomodar a até então tranquila defesa argentina. Alexsander quase abriu o marcador. Foi só antes do intervalo.

Para duas seleções que necessitavam de um triunfo, o primeiro tempo acabou aquém do esperado. O medo de Ramon Menezes e a ineficiência do ataque argentino proporcionaram 48 minutos, contando os acréscimos, de muita briga e pouca emoção. O Brasil, se tinha mais peças na frente e rondava mais a área, sofria com o jogo aéreo da Argentina. Medina já havia assustado quando o cruzamento de Barco chegou para o grandalhão Gondou, sozinho entre os defensores, mandar no canto e abrir o marcador, aos 32 minutos. A seleção verde e amarela sentiu o golpe, ainda levou uma bola no travessão no fim e não conseguiu sequer ameaçar o empate, amargando um gigante vexame.