Sabino anuncia saída do União Brasil e diz que permanência no partido se tornou ‘insuportável’
Ministro do Turismo também foi afastado da presidência do diretório do partido no Pará e responde a um processo de expulsão
Ricardo Stuckert/PR
O ministro do Turismo, Celso Sabino, anunciou, na noite da última quarta-feira (8), sua saída do União Brasil. O ministro afirmou que se tornou “insuportável” permanecer na legenda, apesar das alianças políticas que construiu ao longo do período em que integrou o partido.
Como já mostrado pelo Portal M!, Sabino havia sido suspenso das atividades partidárias por descumprir a determinação da legenda de deixar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além disso, foi afastado da presidência do diretório do partido no Pará e responde a um processo de expulsão.
“A gente tem uma grande liderança no Estado (Pará) por esse partido e em nível nacional também, nós temos muitos amigos, mas eu acredito que ficou realmente insustentável a minha permanência nesse partido”, disse em entrevista à CNN Brasil.
Na ocasião, o ministro reforçou que não cometeu nenhuma ação que justificasse a medida adotada pelo União Brasil. “Eu não devo nada, não fiz nada para merecer essa expulsão. Mas acredito que minha passagem política pelo União Brasil já deu o que tinha que dar”, completou.
Sabino rebate provocação de Caiado
Também na quarta-feira, o ministro do Turismo teve um embate público com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil). Na ocasião, o governador afirmou que “não se pode servir a dois senhores”, em referência à permanência do ministro no governo federal.
“Não se pode servir a dois senhores: ser soldado do Lula e, ao mesmo tempo, representar um partido que já declarou oposição ao governo”, disse Caiado, que é pré-candidato à Presidência em 2026.
Após a declaração, Sabino rebateu e usou a mesma frase utilizada por Lula contra Caiado durante um debate presidencial em 1989: “Quando ele atingir 1,5% nas pesquisas (para as eleições presidenciais de 2026), eu respondo”, disparou.
Celso Sabino e André Fufuca são afastados de partidos após manterem apoio a Lula
O afastamento dos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esportes) das suas funções partidárias, também foi anunciada na quarta-feira (8). A decisão do União Brasil e do Progressistas (PP) marca o auge da crise entre os partidos e o Palácio do Planalto, que tenta manter o apoio de seus aliados em meio à pressão do centrão para o rompimento.
União Brasil abre processo de expulsão contra Sabino
Na ocasião, a executiva nacional do União Brasil decidiu afastar Celso Sabino de suas funções na direção partidária até o fim do processo disciplinar que pode resultar em sua expulsão. A decisão ocorre após o ministro ignorar a determinação do partido para que entregasse o cargo no governo Lula até 19 de setembro. O processo tem prazo de até 60 dias para conclusão.
Sabino afirmou que não se arrepende da decisão e reforçou seu apoio ao presidente. “Sigo ao lado de Lula por entender que é o melhor para o país. O partido tem tomado decisões equivocadas”, disse o ministro, que classificou o processo como “injusto” e “açodado”.
Mesmo sob risco de perder o comando do diretório estadual do Pará, Sabino afirmou que pretende continuar no governo até abril de 2026, quando deve deixar o cargo para disputar o Senado. Ele também destacou o apoio de Lula e da bancada paraense.
“Pelo bem do turismo, do povo do Pará e pela realização da COP30, vou permanecer no governo”, declarou.
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