Rosemberg reforça apoio à reeleição de Menezes na AL-BA e minimiza disputas na base para 2026
Petista considera prematuro discutir possível afastamento de Adolfo e diz que questão só será analisada caso Justiça determine sua saída
Equipe M!
Indicado pelo PT para assumir a primeira vice-presidência da mesa-diretora da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o atual líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto, afirmou que não trabalha com a possibilidade de Adolfo Menezes (PSD) deixar o comando do Legislativo baiano. Durante o Encontro dos Prefeitos da Bahia, realizado no Centro de Convenções na manhã desta quarta-feira (29), o petista disse que considera prematuro discutir um possível afastamento de Adolfo e que essa questão só será analisada caso a Justiça determine sua saída.
“Eu não trabalho com a queda de Adolfo, trabalho com a ideia de permanecer os 2 anos. É esse o nosso grande desafio, essa é a nossa grande meta. Então, qualquer alteração de cenário, só o momento poderá dizer. Eu não gosto nunca de ficar trabalhando plano B. O nosso plano A, do governador, do próprio Otto, o meu, de Jaques Wagner, Rui, de todos, é de continuar com Adolfo para os próximos 2 anos. Se houver alguma alteração em função desse debate judicial, aí é natural que nós vamos ter que sentar e debater. Tudo é muito prematuro”, afirmou Rosemberg.
Menezes por se reeleger, mas impedido de assumir
A insegurança jurídica em torno do terceiro mandato consecutivo de Adolfo Menezes tem gerado especulações sobre o futuro da presidência da AL-BA. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF) impede a recondução ao cargo dentro da mesma legislatura, o que pode levar à necessidade de novas eleições. Caso o atual presidente seja impedido de permanecer, o comando da Casa será assumido pelo primeiro vice, ou seja Rosemberg, que terá a responsabilidade de convocar o novo pleito.
No entanto, atualmente, o regimento interno da AL-BA não estabelece um prazo para a realização dessa convocação para nova eleição. Em encontro com a bancada de Oposição na última sexta-feira (24), o líder governista acordaram em modificar as regras e definir uma data definitiva para esta e futuras eleições na presidência da AL-BA, o que pode ocorrer já na próxima segunda-feira (3), quando os deputados estaduais retornam do recesso legislativo.
Eleições de 2026 e disputas na base aliada
Além do cenário na AL-BA, Rosemberg Pinto também comentou sobre as articulações para as eleições de 2026. Segundo ele, o grupo político do governador Jerônimo Rodrigues (PT) está fortalecido e conta com diversas lideranças de peso, o que torna o desafio interno maior do que o da oposição.
Em tom irônico, o líder petista comparou a situação da base governista com a dos adversários, que, segundo ele, têm dificuldades em estruturar uma chapa competitiva. “Nós estamos com um bom problema, que é como acomodar essas personalidades”, disse.
Entre os nomes mencionados por Rosemberg como peças fundamentais do grupo, estão os ex-governadores Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), além do senador Angelo Coronel (PSD). “Nossos adversários têm dificuldade de montar [uma chapa] e nós estamos disputando espaço entre pessoas com grandes representatividades”, completou.
Chapa “puro sangue
Ele também minimizou possíveis conflitos internos, afirmando que eventuais desavenças já foram superadas da possível chapa “puro sangue” com Jerônimo, Wagner e Rui, e o foco do grupo agora é manter a unidade para as próximas eleições. A estratégia do governo estadual, segundo o deputado, será garantir que todas as forças políticas da base sejam contempladas, evitando rachas que possam enfraquecer o grupo na disputa pelo Governo da Bahia e pelo Senado Federal.
“Ficar remoendo essas coisas não ajuda absolutamente em nada”, declarou ao Portal M!, referindo-se às disputas de eleições anteriores.
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