Lula minimiza risco de sanções dos EUA e diz que versão ‘paz e amor’ voltou para negociar com Trump
Presidente também voltou a criticar Trump, afirmando que ele não foi eleito para ser ‘imperador do mundo’
Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta terça-feira (2), que o Brasil não precisa temer sanções dos Estados Unidos em razão do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF). Lula disse que o chamado “Lula Paz e Amor” está de volta e que pretende negociar diretamente com o presidente americano Donald Trump.
“O que está acontecendo nos EUA é que ele desacreditou de qualquer coisa que tínhamos como conhecimento na história da humanidade, de um governo se meter a julgar o comportamento da Justiça de outro país. Acho que as pessoas precisam aprender a respeitar. Cada um toma conta do seu terreno”, declarou o presidente.
Durante sua fala, Lula voltou a criticar Trump, afirmando que ele não foi eleito para ser “imperador do mundo”. O petista disse que as relações com os Estados Unidos estão sendo conduzidas pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB); pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad; e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Lula diz que Trump deve respeitar regras multilaterais
Lula ressaltou que Trump tem direito de estabelecer taxas de comércio, mas deve respeitar regras multilaterais. Ele lembrou que o Brasil já acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra medidas americanas e que aguarda uma mudança de postura do presidente dos Estados Unidos.
Segundo Lula, a expectativa é que em algum momento haja disposição de Trump para negociar com diferentes países. O presidente citou Brasil, China, Índia e Venezuela entre as nações que precisam ser respeitadas em acordos internacionais.
“O mundo de paz que nós queremos construir depende de nós, não de ninguém. Só depende de nós. E o Brasil faz parte de um continente reconhecido como zona de paz”, disse Lula.
As declarações ocorreram após Lula prestar condolências no velório do jornalista Mino Carta, fundador da revista Carta Capital, em São Paulo. Estavam presentes no evento o ministro da Comunicação, Sidônio Palmeira; o ministro do Trabalho, Luiz Marinho; e o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Bolsonaro acompanha julgamento do STF em prisão domiciliar
Enquanto Lula falava em São Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acompanhava de Brasília o julgamento no STF que apura sua responsabilidade na articulação dos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele está em prisão domiciliar e foi visto na frente de sua residência na manhã de terça-feira, ao lado dos filhos Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Jair Renan (PL-SC).
O julgamento teve início com a manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que apresentou os argumentos da acusação. Bolsonaro limitou-se a dizer à imprensa que estava acompanhando o processo e não respondeu a outras perguntas.
A defesa do ex-presidente, representada pelo advogado Celso Vilardi, informou que problemas de saúde impediram Bolsonaro de comparecer presencialmente ao Supremo. Apenas o ex-ministro da Defesa Paulo Sergio Nogueira esteve presente entre os réus. Ele afirmou confiar na Justiça e nas provas apresentadas por sua defesa.
A residência de Bolsonaro em Brasília permanece sob vigilância desde 30 de abril, por determinação do ministro Alexandre de Moraes (STF). O monitoramento é feito pela Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF), que revista todos os veículos que deixam o local.
Desdobramentos do julgamento no Supremo
O processo em análise na Primeira Turma do STF busca apurar se Bolsonaro incitou uma tentativa de golpe de Estado para permanecer no poder. A acusação sustenta que ele participou da conspiração que culminou na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes.
Além de Bolsonaro e Paulo Sergio Nogueira, outros seis nomes ligados à gestão anterior respondem como réus no chamado núcleo crucial da trama golpista. Entre eles estão o ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ministro do GSI Augusto Heleno, o ex-ministro Walter Braga Netto e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid.
A acusação foi apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Após essa etapa, caberá à defesa dos réus expor seus argumentos, tentando desqualificar as alegações e reforçar a inocência dos acusados.
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