Jaques Wagner diz que Lula deve ‘conversar mais com as pessoas’: ‘Tira muito ruído’
Senador destacou que a capacidade de comunicação é uma das principais forças do presidente
Reprodução/GloboNews
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve intensificar o diálogo com a população durante o atual mandato. A declaração é do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), em entrevista à Globonews nesta quinta-feira (30).
“Eu acho que ele vai se dedicar mais (a isso) nestes dois anos agora”, disse Wagner. O senador destacou que a capacidade de comunicação é uma das principais forças do presidente.
“Essa é a força dele. Ele consegue galvanizar. Quando ele conversa, acaba tirando muito ruído”, completou.
Wagner reconheceu, no entanto, que Lula pode não ter a mesma disponibilidade de antes. “Talvez ele não esteja com a mesma disponibilidade que ele teve em 2003. São 20 anos. Teve prisão, teve acidente, teve casamento novo. São momentos diferentes do ‘ser humano Lula'”, ponderou.
O líder do governo no Senado reconheceu que Lula pode não ter a mesma disponibilidade de antes, mas destacou que o presidente mantém a mesma paixão pelo trabalho. “Talvez não esteja com a mesma disponibilidade que ele tinha em 2003. São 20 anos, teve prisão, teve o acidente, teve o novo casamento, teve uma porção de coisas. São momentos muito diferentes do ‘ser humano Lula’, mas ele continua com a mesma disposição para conversar com as pessoas”.
Mais cedo, o presidente realizou uma entrevista coletiva no Palácio do Planalto e prometeu aumentar a frequência dos encontros com a imprensa.
Senador rebate críticas de Kassab sobre reeleição de Lula
Questionado sobre as declarações do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que afirmou que Lula não se reelegeria em 2026 se a eleição fosse hoje e criticou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), chamando-o de “fraco”, Wagner classificou as falas como “mal colocadas” e “desnecessárias”.
Wagner reafirmou seu apoio a Lula como candidato natural à reeleição. “Em minha opinião, não tem nenhum plano B. Para mim, o plano é ele”, declarou. O senador admitiu, porém, que a saúde do presidente poderá ser um fator decisivo em 2026. “Se chegar em 2026 e ele estiver com algum problema de saúde, pode ser que ele decline, mas por enquanto não vejo isso”, concluiu.
Múcio permanece na Defesa em 2025
Wagner afirmou, também nesta quinta-feira (30), que o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, foi convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a permanecer no cargo até o final de 2025. A saída de Múcio era considerada certa na reforma ministerial, já que ele havia manifestado a Lula o desejo de ficar mais próximo da família.
Em conversa com o presidente em dezembro, o ministro destacou que tem sido cobrado por familiares para reduzir o ritmo de trabalho. Ele também mencionou o desgaste causado pela necessidade de equilibrar a tensa relação entre as Forças Armadas e o governo. Múcio havia deixado claro que não queria ser incluído na reforma ministerial para que sua saída não fosse associada a uma demissão.
Os nomes mais cotados para substituí-lo eram o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que deixará o comando da Casa no início de fevereiro.
Wagner defende Rui Costa
O líder do governo no Senado saiu em defesa do ministro da Casa Civil, Rui Costa, após críticas do presidente do PP, Ciro Nogueira. Em entrevista tambem à Globonews, Nogueira afirmou que “Rui Costa é um homem que todos os ministros detestam. Não coordena nada no governo”.
Wagner rebateu as declarações, destacando que o estilo de Costa é mais focado em gestão, o que pode causar estranhamento. “O Rui tem um estilo diferente do meu. Ele é minha criatura e [os ministros] me cobram quando ele é mais seco”, disse.
Wagner explicou que Costa tem um perfil mais técnico e menos político. “Eu sou mais da política e ele é mais da gestão. Como ele cobra os ministros em nome do Lula e é mais seco, o pessoal reclama. Mas ele é um trabalhador, tem código de procedimento compatível com o de Lula e comigo”, afirmou.
O senador também ressaltou que, se o presidente Lula está satisfeito com o trabalho de Costa, ele permanecerá no cargo. “Se quem colocou ele na Casa Civil está gostando do trabalho, ele não vai sair. Mais fácil o Lula pedir para ele amenizar as relações”
Lula é o plano A para 2026, diz Wagner
Questionado sobre a possibilidade de Lula ser candidato à reeleição em 2026, Wagner afirmou que “não há plano B” e que o presidente é a opção natural. “A única hipótese de ele não ser candidato…, ele passou por uma questão grave de saúde. A pessoa fica mais cautelosa. Se chegar em 2026 e ele ter uma questão de saúde, ele pode não ser candidato. Mas como ele tá fazendo esteira, exercícios e se cuidando, ele deve ser o candidato”, concluiu.
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