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Falta ao governador flexibilidade necessária para lidar com diversidade política do Estado, diz Geraldo Simões

Geraldo Simões diz que falta ao governador flexibilidade necessária para lidar com diversidade política do Estado
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Pré-candidato a prefeito de Itabuna alerta que simplificação do processo político pode comprometer alianças e fortalecer oposição nas eleições

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), está sendo observado por sua abordagem simplista em relação às eleições municipais deste ano. A crítica vem do ex-deputado estadual e federal Geraldo Simões (PT), pré-candidato a prefeito de Itabuna, que alerta sobre as possíveis armadilhas políticas que podem surgir devido a uma avaliação superficial da complexa teia política baiana.

Simões destaca que Jerônimo, ao simplificar a política municipal à retribuição automática de apoio recebido nas eleições de 2022, ignora a dinâmica multifacetada dos 417 municípios da Bahia. “Falta ao governador a flexibilidade necessária para lidar com a diversidade política do estado”, afirma Simões.

Segundo Geraldo, a estratégia de Jerônimo não considera cenários onde múltiplas lideranças o apoiaram em 2022, ou onde aliados de sua base se encontram em disputa direta com membros do próprio partido. “A base vale mais do que o próprio partido?”, questiona Simões. “Se vale, qual dessas lideranças é mais leal ao projeto de reeleição de Jerônimo e de Lula em 2026?”

O ex-deputado enfatizou ainda que um exemplo claro da complexidade é Itabuna, onde o prefeito Augusto Castro (PSD), que apoiou Jerônimo, enfrenta uma alta rejeição de 70% e briga para ser o escolhido do grupo de Jerônimo para tentar à reeleição no município. “Além disso, há companheiros do PT que apoiaram Jerônimo desde o início e que também estão em pré-campanha. O que o governador fará? Cancelará essas candidaturas?”.

O questionamento de Simões é fruto do impasse gerado na disputa em Itabuna, já que o governador ainda não bateu o martelo quem será seu candidato. O petista histórico, seu único partido desde a década de 80, governou o município por dois mandatos (1993-1996 e 2001-2004) e quer voltar comandar o sexto maior colégio eleitoral do Estado. Além da alta rejeição, Geraldo aponta que Castro sempre fez parte do grupo de oposição ao PT, seu último partido, inclusive, foi o PSDB e, nas últimas eleições, fez um apoio de “mentira” ao presidente Lula (PT) e ao governador, já que seus secretários votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e no ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), tendo 26 mil votos à frente de Jerônimo na cidade.

Simões também aponta que, nas últimas eleições ao Governo do Estado, o PT detinha apenas 32 prefeituras, um número modesto considerando os 417 municípios da Bahia. “O objetivo é reduzir ainda mais esse número?”, pergunta Simões. “Isso enfraquece o partido e o próprio Jerônimo como candidato em 2026”.

O ex-deputado menciona que o desleixo com candidaturas petistas já foi uma prática do ex-governador Rui Costa, resultando em uma significativa redução do número de prefeitos, deputados estaduais e federais do PT. “Embora Jerônimo tenha sido eleito em 2022, devemos lembrar que isso se deu muito devido ao fenômeno Lula”, ressalta Simões.

Simões finalizou falando da exclusão de candidaturas pela força do governo pode criar traumas e um sentimento de abandono entre os aliados de primeira hora. “Para alguém que busca reeleição por coalizão, este não é o sentimento ideal para iniciar um diálogo político”, alerta. “Jerônimo tem a missão crucial de dar continuidade ao projeto do Partido dos Trabalhadores de transformar a Bahia, e não podemos cometer erros estratégicos”.

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Reprodução/Instagram @geraldosimoesitabuna
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