Bruno Monteiro rebate manifesto de artistas e critica veículo de imprensa: ‘Panfleto político travestido de jornal’
Secretário defende crescimento do orçamento da cultura e diz que documento contém informações desatualizadas e distorcidas
Equipe M!
O secretário estadual de Cultura, Bruno Monteiro, rebateu, nesta quinta-feira (21), o manifesto assinado por 100 artistas baianos que criticam a sua gestão à frente da pasta. Em entrevista ao Portal M!, realizada durante visita às obras do Teatro Castro Alves (TCA), ele afirmou que as informações contidas no manifesto “não condizem com a verdade” e o documento se baseia em dados de antes de sua gestão.
“Aquele manifesto, ele tem algumas informações que não condizem com a realidade. Por exemplo, ele baseia uma crítica num estudo sobre orçamento, que é um estudo até 2022, portanto anterior à minha gestão, um estudo que leva em consideração os anos da pandemia. Então, isso não condiz com a realidade atual”, afirmou o secretário ao Portal M!.
Segundo Monteiro, a Secult está aberta a receber críticas, mas ressalta que as conversas devem ser baseadas na verdade. “Nós queremos dialogar, nós temos disposição, como sempre tivemos, mas a partir da verdade, a partir daquilo que está estabelecido nos dados oficiais”.
Orçamento da cultura está crescendo
De acordo com Monteiro, o orçamento estadual para a cultura tem apresentado crescimento contínuo, com aumento superior a 60% desde 2023. Ele destacou que, ao assumir a pasta, todos os programas culturais vêm se desenvolvendo de forma consistente.
“O Fundo de Cultura teve a melhor execução em 2024, desde 2017. Todas as políticas têm alcançado o seu teto, têm ampliado a sua ação, o seu foco, os seus investimentos. São essas políticas e esse processo de participação social ativa que move a cultura que está garantindo toda essa ampliação em toda a Bahia, com investimentos melhores distribuídos”, disse.
O secretário também criticou um veículo de imprensa que publicou o manifesto contra sua atuação, classificando-o como “panfleto político travestido de jornal”. Segundo ele, as críticas não têm fundamento e o manifesto nem sequer o cita diretamente. Bruno destacou ainda que essas informações e críticas possuem viés político vindos “da turma que torce contra a Bahia, frutos de quem quer atacar e destruir reputações”.
“Eles dizem que o manifesto traz adjetivações sobre a minha pessoa, sendo que o manifesto sequer me cita. Está lá para quem quiser ver na página dele”.
Conversas com artistas que assinaram o manifesto
Questionado sobre conversas com os artistas que assinaram o manifesto, Monteiro disse que alguns o procuraram e todos manifestaram rejeição à forma como o documento foi apresentado.
“Fui procurado por artistas que assinaram para me dizer: ‘Bruno, não era aquele tom. Fui convidado para um movimento sobre aumento do orçamento da cultura e, de repente, apareceu uma carta de repúdio’”, relatou.
Ele acrescentou que, após o jornal republicar o manifesto com manchete que considera “mentirosa”, outros artistas também o procuraram, tanto para negar que haviam assinado quanto para esclarecer que aquele não era o teor de sua reivindicação.
Entenda o que é esse manifesto
O Manifesto em questão, assinado por mais de 100 nomes diferentes, acusa a Secretaria Estadual de Cultura (Secult) de não ter orçamento próprio, planejamento ou diálogo com o setor. De acordo com o texto, a gestão atual “tem se apoiado quase exclusivamente em recursos de editais vinculados a leis emergenciais, criadas com o objetivo de mitigar os impactos da pandemia e não para substituir uma política cultural de Estado”.
O documento aponta para um cenário de “desmonte progressivo” da cultura baiana, citando dados do Observatório de Economia Criativa da Bahia (Obec), que mostram queda contínua nos investimentos da área nos últimos 10 anos. Segundo os signatários, as ações da atual gestão estariam atreladas a interesses partidários imediatistas e sustentadas quase exclusivamente por recursos emergenciais da pandemia, sem consolidação de políticas permanentes.
Entre as reivindicações, os artistas pedem a implementação de uma política de Estado para a cultura, a inclusão de recursos próprios no orçamento, a realização de editais regulares, a definição de critérios claros para seleção de projetos e a continuidade de ações já existentes. Também cobram a regulamentação do Plano Estadual de Cultura, aprovado por lei em 2014, mas nunca colocado em prática.
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