Aprovação de Lula ultrapassa rejeição pela 1ª vez em 2025 após embate com Trump, aponta AtlasIntel
Melhora dos índices do presidente vem sendo observada desde maio com anúncio dos EUA sobre intenção de sobretaxar exportações do Brasil
Ricardo Stuckert/PR
A mais recente pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada na manhã desta quinta-feira (31), mostra que a aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atingiu 50,2%, superando, pela primeira vez em 2025, a taxa de desaprovação, que ficou em 49,7%. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de julho com 7.334 pessoas, em formato digital, com margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Na sondagem anterior, divulgada em 13 de julho, Lula estava numericamente atrás: 49,7% aprovavam o petista, enquanto 50,3% desaprovavam. Agora, o presidente inverte essa tendência, em um movimento que coincide com o endurecimento de sua postura frente ao presidente norte-americano Donald Trump, que assinou o decreto que formaliza imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, mas não entrará mais em vigor em 1º de agosto. O início, previsto para esta sexta-feira, foi adiado para 6 de agosto.
Reação ao tarifaço de Trump influencia imagem presidencial
A melhora dos índices de Lula vem sendo observada desde maio, quando Trump anunciou a intenção de sobretaxar itens importados do Brasil. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (30), embora cerca de 700 produtos tenham ficado de fora da lista final. Mesmo antes da efetivação da tarifa, o discurso de Lula pela soberania nacional e contra interferências externas no Judiciário já vinha ganhando força e repercussão positiva entre parte do eleitorado.
Segundo analistas, a reação firme de Lula ao tarifaço, somada à retórica contra ingerências estrangeiras, pode ter contribuído para esse leve crescimento de aprovação. A percepção de defesa dos interesses nacionais tem se tornado um dos pilares da comunicação do governo nas últimas semanas.
Aprovação por faixa de renda, gênero e região
O recorte por renda mostra que a maior aprovação de Lula está entre os brasileiros que ganham acima de R$ 10 mil por mês, grupo em que o petista alcança 60,2%. Já a maior taxa de desaprovação aparece entre os que recebem entre R$ 2 mil e R$ 3 mil, com 56,4% de rejeição.
Entre as mulheres, Lula é mais bem avaliado, com 56,8% de aprovação, contra 43,4% entre os homens. Já em termos regionais, o Nordeste continua sendo a principal base de apoio ao presidente, com 66,1% de aprovação e apenas 33,9% de desaprovação.
Nas demais regiões, os índices de apoio caem: no Sudeste, a aprovação é de 50,9%, no Sul, de 40,8%, no Centro-Oeste, de 32,3%, e no Norte, apenas 29,7%. É justamente nesta última região que Lula enfrenta sua maior rejeição, com 70,3% de desaprovação, seguida pelo Centro-Oeste (67,6%) e o Sul (58,7%).
Imagem de Lula melhora e supera a negativa
A pesquisa também aponta uma virada na percepção da imagem pessoal do presidente. Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados têm uma imagem positiva de Lula, enquanto 48% o avaliam negativamente. Em junho, a tendência era oposta.
Entre outros nomes do governo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, apresenta 48% de imagem positiva e 51% negativa. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem avaliação dividida: 47% positiva e 47% negativa.
Já no campo da oposição, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mantém uma imagem positiva de 44%, enquanto 55% o veem negativamente. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), figura com 47% de imagem positiva e 46% negativa.
Tendência de recuperação e disputa de narrativas
O relatório faz parte do Latam Pulse, que acompanha mensalmente indicadores políticos, sociais e econômicos. Para os próximos levantamentos, a tendência é de que o embate com os Estados Unidos, o desempenho econômico e as ações do governo em áreas como infraestrutura e programas sociais continuem influenciando a percepção pública.
Analistas avaliam que Lula tenta consolidar uma recuperação no cenário político nacional diante da polarização com a direita bolsonarista e das pressões econômicas externas. A pesquisa indica que, embora o cenário ainda seja apertado, a narrativa de defesa da soberania e da independência do Judiciário tem surtido efeito.
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