Após anúncio de Flávio para 2026, Michelle Bolsonaro deixa comando do PL Mulher
Afastamento médico ocorre em meio a desgaste político, prisão de Jair Bolsonaro e desconforto com escolha do senador para disputar 2026
Divulgação/PL Mulher
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro deixou temporariamente a Presidência Nacional do PL Mulher por orientação médica, conforme informou o partido nesta segunda-feira (8). O afastamento ocorre quatro dias após o anúncio de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi escolhido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o nome do partido para disputar a eleição presidencial de 2026 — uma decisão sobre a qual Michelle não havia sido comunicada previamente. Até então, ela também era mencionada como possível candidata.
Segundo a nota do PL Mulher, Michelle vinha enfrentando episódios de baixa imunidade e outras alterações clínicas, o que levou à recomendação de pausa para tratamento. Nos bastidores, porém, sua saída é vista como mais um capítulo das tensões familiares, já que ela estaria insatisfeita por ter sido preterida na definição do partido.
“A presidente Michelle vinha lidando com algumas alterações em sua saúde e, nos últimos meses, especialmente em consequência das tensões envolvendo a prisão de seu marido e das constantes injustiças feitas contra ela e sua família, sua imunidade foi afetada e essas alterações foram agravadas, tornando necessário seu afastamento temporário das atividades no partido”, informou o partido em nota.
Contexto envolve prisão de Jair Bolsonaro e anúncio de Flávio para 2026
O pedido de afastamento ocorre em meio ao período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a sentença que o condenou a 27 anos e 3 meses de prisão por participação em uma trama golpista, o que ampliou a repercussão do caso nacionalmente.
Além disso, a decisão foi anunciada pouco depois do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tornar pública sua indicação como pré-candidato à Presidência da República em 2026. Michelle não havia sido comunicada previamente sobre essa definição. Até então, ela também era citada como possível candidata.
Apesar dessas especulações, aliados do PL consideram que, no cenário atual, Michelle Bolsonaro deve disputar o Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026, caso opte por participar do pleito.
Evento nacional é adiado para 2026
Com a saída temporária de Michelle das atividades, o PL Mulher adiou o encontro nacional que ocorreria no próximo sábado (13), no Rio de Janeiro.
“A Assessoria de Comunicação do Partido Liberal Mulher informa que, em razão de afastamento médico de sua Presidente Nacional, Michelle Bolsonaro, o Encontro do PL Mulher, no Rio de Janeiro que estava previsto para ocorrer no dia 13 de dezembro de 2025 (próximo sábado), necessitará ser adiado para o ano de 2026, provavelmente em abril”, disse a nota do PL Mulher.
O partido explicou que o adiamento está diretamente ligado ao afastamento médico de sua dirigente nacional. Como Michelle é a responsável pela condução do encontro, a sigla optou por transferir a data para o próximo ano. O PL Mulher informou que a decisão foi tomada para garantir que ela cumpra integralmente o período de licença recomendado pela equipe.
Detalhes divulgados na nota oficial
No comunicado interno, o PL Mulher explicou que Michelle apresentou piora nas alterações de saúde registradas recentemente e que isso justificou o afastamento imediato. A nota especifica que o quadro clínico teria sido influenciado pelas situações ocorridas com o ex-presidente e por fatores que, segundo o partido, afetaram o cotidiano da família.
O texto também esclarece que Michelle cumprirá o período inicial de licença médica conforme prescrição e, ao término desse prazo, passará por nova avaliação para definir seu retorno às atividades. O partido não divulgou um prazo exato para essa reavaliação.
Próximos passos da sigla
Com o adiamento do encontro nacional e a ausência temporária de sua presidente, o PL Mulher deverá reorganizar parte de sua agenda. A sigla informou que as atividades previstas continuarão sendo planejadas, mas que a execução presencial de ações de mobilização nacional dependerá da evolução do quadro de saúde de Michelle.
O partido ainda não anunciou quem assumirá interinamente a condução das atividades da ala feminina durante sua ausência. As definições devem ser tomadas após a conclusão do período inicial de afastamento recomendado pelos médicos.
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