Após acidente de Lula, Mauro Vieira vai chefiar delegação brasileira no Brics na Rússia
Ministro será substituto do presidente, que precisou cancelar viagem por orientação médica, mas vai acompanhar via videoconferência
Valter Campanato/Agência Brasil
Após o presidente Lula (PT) sofrer um corte na nuca em um acidente em sua casa, no último sábado (19), o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, será o chefe da delegação brasileira na cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia. O Itamaraty informou, no domingo (20), que Lula vai participar da reunião, mas de forma virtual, por videoconferência, após orientação médica não aconselhar viagens de longa distância.
“O Ministro Mauro Vieira foi designado para chefiar a delegação brasileira que participará da cúpula dos Brics, em Kazan, na Rússia. O Ministro embarca esta noite para participar da reunião. O Presidente Lula participará virtualmente da sessão de chefes de Estado dos países membros”, comunicou.
A comitiva brasileira também não contará com a presença do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que optou por ficar no Brasil. Até o momento não há justificativas sobre o motivo. Diferente do caso do presidente Lula, em que ele recebeu atendimento médico no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília, e foi diagnosticado com “ferimento corto-contuso em região occipital”.
Por conta da queda, o petista precisou levar alguns pontos na região da nuca e passa por recuperação em sua residência. Apesar de não ser aconselhado de viajar longas distâncias, Lula voltará ao seu dever no Palácio do Planalto normalmente ao longo da semana.
Brics
A reunião da cúpula do Brics acontece entre esta terça-feira (22) e a próxima quinta-feira (24). O tema principal a ser abordado será a criação de uma categoria de países parceiros do bloco. “O principal tema da reunião de Kazan é a criação da categoria de países parceiros. Na cúpula de Joanesburgo, em 2023, foram incorporados novos membros plenos”, afirmou o embaixador Eduardo Paes Saboia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty.
O Brics, que era composto apenas por Brasil, Rússia, Índia e África do Sul, se aliou com Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes, Etiópia e Egito no ano de 2023. Segundo o embaixador, as atividades da presidência do grupo em 2025, que será do Brasil, ficarão concentrados no primeiro semestre.
O motivo será a Conferência do Clima, com realização em Belém (PA), na segunda metade do próximo ano. De acordo com Saboia, avanços no Brics Bridge serão buscados, esta que é uma espécie de sistema para pagamentos que não envolve o dólar.
Da mesma forma, o secretário destacou que o conflito no Oriente Médio pode ser um dos tema debatidos na declaração final da cúpula dos Brics. Isso porque, Israel voltou a atacar o Líbano neste fim de semana, em uma base de forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), e a ação foi repudiada pelo governo brasileiro.
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