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Presidente da CNI destaca potencial do Brasil na transmissão energética e aponta gargalos para fortalecimento do setor

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Fatores como a alto custo do financiamento, do capital e da energia repassada aos consumidores, no entanto, reduz a competitividade no país

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, é otimista ao falar sobre o potencial do Brasil na transmissão energética mundial. No entanto, ele aponta os diversos gargalos para o fortalecimento do setor. 
 
Durante evento da Associação Baiana das Empresas de Base Florestal (ABAF), que está completando 20 de atuação e  celebrou o marco e as ações voltadas para o setor florestal, Alban falou que o momento é propício para a indústria. Ele destacou, dentre outros aspectos, um respiro no setor automobilístico que, estava em baixa.
 
“Eu sempre faço essa analogia: a indústria está na mesa, ou seja, nunca se falou tanto de indústria. Estamos falando de uma nova política industrial, estamos falando de algo que começou com uma suposta liquidação de automóveis, que foi cerca de oito meses atrás. Ela se transformou em um projeto e hoje nós temos, de fato, um setor que estava quase desesperançoso, que é o setor automotivo, com investimentos programados de mais de R$ 110 bilhões”.
 
Ricardo Alban também destacou ao editor-chefe do Portal M!, Osvaldo Lyra., o seu desejo de fortalecer outros aspectos do setor industrial do Brasil, ressaltando as suas articulações com o vice-presidente do Brasil e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil Geraldo Alckmin.
 
“Nós estamos trabalhando muito forte com o (vice-presidente Geraldo) Alkimin para que a gente possa construir também outras rotas, como a rota e a cadeia produtiva do aço, a cadeia produtiva petroquímica, que nos diz tanto respeito… eu acho que estamos em um momento instigante, que podemos estar construindo e fazendo isso à várias mãos”.
 
Segundo o presidente do CNI, diante do trabalho realizado em conjunto com o Ministério, o próximo passo é fazer um acompanhamento do setor e, após isso, construir uma política de estado industrial.
 

Brasil em alta

Atualmente, o Brasil tem configurado, segundo apontou Ricardo Alban, a lista dos mais requisitados mundialmente para demandas ligadas à transmissão de energia. Mesmo ainda não liderando o mercado, o país se mostra promissor e chama a atenção de grandes potências mundiais.
 
“O potencial é nosso. Nós temos, de qualquer sorte, alguns movimentos das cadeias globais com o México, os Estados Unidos, temos a China com muito apetite de mercado, principalmente sul-global… nós estamos trabalhando. Tem toda a parte de transmissão energética que está sendo programada, tem a parte do legislativo para ser abordada, mas estamos exercendo, no máximo possível, e até mesmo o impossível, essas convergências para que a gente possa aproveitar esse momento e realmente ter uma retomada da indústria brasileira”.
 
Mesmo com a demanda energética brasileira em alta, o presidente da CNI informou que o país possui também algumas questões que dificultam a sua competitividade, como o custo do financiamento, do capital e o custo de energia.
 
“Nessa logística nós temos também o custo do financiamento, o custo do capital aqui no Brasil é absurdamente caro. Tira grandes vantagens competitivas. Nós temos a energia. Quem tem acesso ao mercado livre já tem um custo de energia mais baixo, mas a energia mesmo, no dia a dia, o custo é absurdamente alto. Nos custa muito pouco na produção de energia, mas chega ao consumidor muito caro. Nós temos o problema do gás, mas estamos caminhando. Desafios não faltam, mas vontade de enfrenta-los também não falta”, disse Alban ao Portal M!.

 

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