O que acontece quando o dólar sobe no Brasil?
Entenda como o câmbio influencia alimentos, combustíveis, viagens e o custo de vida no país
Valter Campanato/Agência Brasil
Você já percebeu que basta o jornal da noite anunciar que o dólar bateu um novo recorde de alta para que, poucos dias depois, o preço da carne, da gasolina e até do pão francês também aumente? Embora pareça estranho que uma moeda estrangeira usada a milhares de quilômetros de distância tenha impacto direto no custo de vida de quem vive em Salvador ou no interior do Estado, a economia brasileira é profundamente conectada às variações do câmbio.
Mas o que realmente acontece quando o dólar sobe no Brasil? Nesta matéria, explicamos de forma simples por que a moeda norte-americana funciona como um verdadeiro “maestro” dos preços e como essa valorização afeta diretamente o seu bolso — do supermercado ao posto de combustível.
Por que o dólar sobe?
Antes de entender o impacto, vale saber por que ele oscila. O dólar é uma mercadoria: se tem muita gente querendo comprar e pouco dólar circulando no Brasil, o preço sobe. Isso pode acontecer por:
- Incertezas políticas ou econômicas: Investidores ficam com medo e levam seus dólares para países mais seguros (como os EUA).
- Juros nos EUA: Se os juros sobem lá fora, o dinheiro sai do Brasil para render mais em terras americanas.
- Crises mundiais: Em momentos de tensão, o mundo inteiro corre para a segurança da moeda americana.
Impacto no prato do brasileiro
Talvez o impacto mais curioso seja no pãozinho. O Brasil não produz todo o trigo de que precisa e importa boa parte dele. Como o trigo é negociado em dólares no mercado internacional, quando a moeda americana encarece, a farinha de trigo fica mais cara para as padarias baianas. O resultado? O aumento chega ao balcão.
O mesmo acontece com a carne e a soja. Se o dólar está alto, para o produtor baiano é muito mais lucrativo exportar (vender para fora) e receber em dólar do que vender aqui dentro em reais. Para manter o produto no Brasil, o mercado interno precisa pagar um preço equivalente, o que eleva o valor nos açougues e supermercados.
Combustíveis e a reação em cadeia
A Petrobras utiliza o mercado internacional como referência. Se o petróleo é cotado em dólar e a moeda sobe, o custo de produção e importação de combustíveis aumenta.
- Quando a gasolina e o diesel sobem, o frete de tudo o que chega à Bahia (frutas do Ceasa, eletrônicos, roupas) também fica mais caro.
- É o chamado “efeito cascata”: o transporte encarece o produto final que você compra na prateleira.
Quem ganha e quem perde com o dólar alto?
A subida da moeda americana não é ruim para todo mundo. Existem setores que comemoram o gráfico para cima:
🟢 Quem ganha:
- Exportadores: Agricultores de soja do oeste baiano ou produtores de frutas do Vale do São Francisco recebem em dólares, então o lucro deles aumenta quando convertem para o Real.
- Turismo Nacional: Com o dólar caro, viajar para o exterior fica proibido para muita gente. Isso estimula o turismo dentro do Brasil, atraindo mais pessoas para as praias de Porto Seguro ou para o Pelourinho.
🔴 Quem perde:
- Consumidor final: Quase tudo o que consumimos tem componentes importados (celulares, remédios, eletrônicos).
- Viajantes: Aquela viagem de férias para fora do país ou as compras em sites internacionais tornam-se muito mais custosas.
- Empresas com dívidas em dólar: Muitas indústrias pegam empréstimos na moeda americana e veem sua dívida explodir quando o câmbio sobe.
O Dólar no seu dia a dia
| Item | Por que o preço muda? |
| Pão e Massas | O trigo é uma commodity cotada em dólar. |
| Eletrônicos | Chips e componentes são quase 100% importados. |
| Viagens | Passagens aéreas e hotéis internacionais seguem o câmbio. |
| Gasolina | O barril de petróleo segue o valor do mercado global. |
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