Trump volta a criticar Brasil, diz ser um dos ‘piores parceiros comerciais’ e defende Bolsonaro: ‘Honesto’
Em coletiva na Casa Branca, presidente dos EUA afirmou que o Brasil lida de maneira inadequada com questões políticas internas
Reprodução/Instagram @potus
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, nesta quinta-feira (14), que o Brasil tem sido um dos piores parceiros comerciais dos EUA e repetiu críticas à prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump classificou como execução política a decisão judicial brasileira e defendeu o ex-presidente.
“É uma execução política o que o Brasil tenta fazer com Bolsonaro”, disse Trump.
Ele também afirmou que o ex-presidente é “honesto”.
Críticas de Trump à política comercial brasileira
Trump afirmou que o Brasil aplica tarifas “tremendas” sobre os produtos norte-americanos e que o país lida de maneira inadequada com questões políticas internas, em referência às medidas contra Bolsonaro. Questionado sobre a aproximação do Brasil e do México com a China, o presidente americano afirmou que não está preocupado, reforçando que os Estados Unidos estariam em posição melhor nas relações comerciais.
A postura de Trump destaca um clima de tensão diplomática entre Washington e Brasília, intensificado pelas recentes sanções norte-americanas contra autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, sancionado pela Lei Magnitsky.
Ameaças e pressão de conselheiros de Trump
Jason Miller, conselheiro do presidente americano, declarou que não desistirá até que Bolsonaro esteja livre, em resposta a internautas que priorizavam o impeachment de Moraes sobre a libertação do ex-presidente.
“Libertem Bolsonaro… ou então”, escreveu Miller, em tom de ameaça, sem mencionar diretamente o ministro do STF. A declaração reflete a escalada da pressão política de Washington sobre autoridades brasileiras.
Sanções norte-americanas e reação do Brasil
Em 30 de julho, Moraes teve seus bens bloqueados e entrada nos EUA proibida com base na Lei Magnitsky, legislação criada para punir autoridades envolvidas em graves violações de direitos humanos e corrupção. Já no dia 9 de agosto, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil reagiu a ataques indiretos de Christopher Landau, vice-secretário de Estado dos EUA, classificando-os como novo ataque à soberania brasileira e à democracia que derrotou uma tentativa de golpe.
O Departamento de Estado dos EUA também acusou Moraes de usar instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia, condenando a prisão domiciliar de Bolsonaro como restrição excessiva. O governo norte-americano advertiu que responsabilizará pessoas que auxiliem condutas sancionadas, indicando possibilidade de novas medidas contra autoridades brasileiras.
Prisão domiciliar de Bolsonaro e descumprimento das medidas judiciais
Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto, após descumprir medidas judiciais ao participar de atos públicos e usar vídeos para estimular manifestações. Durante evento na praia de Copacabana, ele discursou pelo viva-voz para apoiadores, e afirmou que a movimentação seria “pela nossa liberdade. Estamos juntos”, contrariando determinações do STF.
Segundo Moraes, o ex-presidente tentou burlar a Justiça, mantendo influência política e instigando sua base, configurando reiteração delitiva. A decisão também incluiu restrições à comunicação entre Bolsonaro e aliados.
Repercussão política no Brasil
As sanções dos EUA contra Moraes foram criticadas por aliados de Bolsonaro. O deputado Sósthenes Macedo, líder do PL na Câmara, considerou a medida uma vingança política e pediu impeachment do ministro. O governo brasileiro reiterou o “absoluto rechaço” a ingerências externas e afirmou que não aceitará pressões internacionais que interfiram em assuntos internos do país.
A tensão diplomática entre Brasília e Washington permanece elevada, envolvendo sanções, ameaças de conselheiros de Trump e críticas à atuação do STF, mantendo o debate sobre a prisão de Bolsonaro e a relação comercial entre Brasil e Estados Unidos em evidência.
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