Mulher é morta a tiros por agente de imigração em Minneapolis, nos Estados Unidos
Caso ocorre em meio à intensificação das ações migratórias federais e gera críticas de autoridades locais
Reprodução/GloboNews
Uma mulher foi morta a tiros por um agente de imigração dos Estados Unidos durante uma operação federal realizada nesta quarta-feira (7), em Minneapolis, cidade que ficou marcada internacionalmente após o assassinato de George Floyd em 2020. A vítima foi identificada como Reneé Nicole Good, cidadã americana de 37 anos, atingida durante uma ação conduzida por agentes do Serviço de Imigração e Aduanas (ICE).
O episódio ocorreu em meio à intensificação das ações de repressão à imigração adotadas pelo governo do presidente Donald Trump. O Departamento de Segurança Interna (DHS) classificou a ocorrência como um caso de legítima defesa, versão que passou a ser questionada por autoridades estaduais e municipais, além de gerar repercussão nacional.
Governo diz que motorista tentou atropelar policiais
De acordo com o Departamento de Segurança Interna, um agente do ICE disparou contra a motorista após ela tentar usar o veículo para atropelar policiais federais que participavam da operação. Segundo a pasta, o policial agiu conforme seu treinamento para proteger a própria vida, a de colegas e a segurança do público.
Imagens gravadas por testemunhas e divulgadas nas redes sociais mostram agentes se aproximando de um SUV parado no meio da rua e tentando abrir a porta do lado do motorista. Na sequência, o veículo arranca. Um agente que estava posicionado à frente do automóvel dispara ao menos dois tiros. O carro avança, empurra o agente para trás sem derrubá-lo e colide com dois carros estacionados antes de parar. Pessoas que presenciaram a cena reagiram com gritos de choque diante do ocorrido.
Escalada das ações migratórias e investigação criminal
Autoridades avaliam o caso como parte de uma escalada nas operações de fiscalização migratória em grandes cidades americanas. Segundo dados citados por autoridades locais, esta é ao menos a quinta morte registrada em ações desse tipo em alguns Estados desde 2024.
O gabinete do promotor do Condado de Hennepin informou que a investigação precisa ser concluída antes de qualquer decisão sobre eventuais acusações criminais. O porta-voz Daniel Borgertpoepping afirmou que tanto autoridades estaduais quanto federais possuem jurisdição para apresentar denúncias relacionadas ao caso.
Críticas do governo estadual e reação do presidente
O governador de Minnesota, Tim Walz, criticou duramente a versão apresentada pelo Departamento de Segurança Interna. Em publicação na rede social X, classificou a narrativa oficial como propaganda e afirmou ter assistido aos vídeos do incidente. Segundo ele, o Estado garantirá uma investigação completa, justa e rápida para assegurar responsabilização.
“Eu tenho uma mensagem bem simples: Presidente Trump e secretária Kirsty Noem, vocês já causaram (danos) demais”, acrescentou Walz.
Após o tiroteio, o presidente Donald Trump utilizou as redes sociais para endossar a versão do DHS. Segundo ele, a mulher estaria agindo de forma “muito desordeira, obstruindo e resistindo”, e “depois violentamente, deliberadamente e cruelmente” ao trabalho dos agentes federais. Trump classificou Reneé Nicole Good como uma “agitadora profissional”.
Autoridades locais relatam preocupação com conduta federal
O senador estadual Omar Fateh afirmou estar no local coletando informações e declarou estar profundamente preocupado com relatos de que um médico teria sido impedido por autoridades federais de realizar manobras de reanimação cardiopulmonar na vítima após os disparos.
Já o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, afirmou que a presença de agentes federais de imigração está causando caos na cidade. O gestor exigiu a retirada imediata do ICE e declarou que a administração municipal está ao lado das comunidades de imigrantes e refugiados, que vivem sob tensão com o aumento das operações federais.
DHS classifica episódio como terrorismo doméstico
Em nota oficial, o Departamento de Segurança Interna classificou o episódio como um ato de terrorismo doméstico. Segundo o órgão, manifestantes teriam bloqueado a operação e a mulher teria usado o veículo de forma deliberada para tentar matar agentes federais.
A pasta atribuiu o episódio ao aumento de ataques e ameaças contra agentes federais e informou que as apurações seguem em andamento, com atualização das informações conforme o avanço da investigação.
Minneapolis e o histórico recente de violência policial
O caso reacende o debate sobre violência policial nos Estados Unidos, especialmente em Minneapolis. Em maio de 2020, o homicídio de George Floyd, um homem afro-americano de 46 anos, provocou uma onda de indignação e protestos em diversas partes do mundo.
Floyd foi assassinado após ser algemado e imobilizado no chão por Derek Chauvin e outros policiais durante uma abordagem relacionada a uma suspeita de falsificação de documentos. A cena foi registrada por Darnella Frazier, então com 17 anos, que gravou o momento em que Chauvin se ajoelha sobre o pescoço da vítima enquanto Floyd repetia “Eu não consigo respirar.”
O vídeo contradisse a versão inicial da polícia, que alegava um incidente médico. Em 2022, o ex-policial Derek Chauvin foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato de George Floyd, caso que segue como marco no debate sobre uso da força e responsabilização de agentes de segurança nos Estados Unidos.
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