Ancelotti intensifica foco defensivo e ajusta seleção brasileira antes de enfrentar Senegal
Treinador detalha mudanças táticas após revés para Japão, projeta duelo contra Senegal e prepara equipe para sequência com a Tunísia
Paulo Pinto/Agência Brasil
O técnico Carlo Ancelotti deu coletiva, na manhã desta sexta-feira (13), para falar sobre a expectativa para o amistoso da seleção brasileira contra o Senegal, que acontece neste sábado (14), em Londres. O treinador destacou ajustes táticos planejados após a derrota para o Japão, ressaltando a necessidade de fortalecer o setor defensivo para dar mais estabilidade ao time.
Entre as possibilidades, Ancelotti considera utilizar Éder Militão como lateral-direito para melhorar a construção desde a defesa e garantir maior equilíbrio em jogos de alta exigência. A seleção também enfrentará a Tunísia, na terça-feira (18), às 16h30, no Decathlon Stadium, em Lille, na França.
Quase 6 meses de Ancelotti na seleção
Ao se aproximar de completar 6 meses à frente da seleção brasileira, o treinador italiano demonstra maior adaptação ao ambiente da equipe, mesmo ainda aperfeiçoando o português. Sua crescente familiaridade com o grupo tem refletido em decisões técnicas mais seguras ao longo deste ciclo. Para o amistoso contra o Senegal, neste sábado, em Londres, o técnico aposta em ajustes táticos que refletem diretamente as conclusões obtidas após a derrota para o Japão no mês anterior.
A comissão técnica entende que o Brasil precisa chegar à Copa do Mundo de 2026 com uma estrutura defensiva sólida, capaz de sustentar o desempenho do setor ofensivo, considerado o ponto mais forte da equipe. Isso envolve mudanças estratégicas, como a utilização de Éder Militão como lateral-direito, decisão que segue a lógica de reforçar a construção desde a defesa e garantir maior equilíbrio em jogos de alta exigência.
Derrota para Japão gera revisão profunda
O revés por virada para o Japão, quando a seleção sofreu três gols em 45 minutos, é apontado internamente como um divisor de águas na análise do desempenho defensivo. Até então, Ancelotti havia levado apenas um gol nos cinco primeiros jogos à frente do Brasil, mas a instabilidade apresentada no teste mais recente acendeu um alerta relevante. A partir disso, a comissão decidiu intensificar a revisão de posicionamento e compactação, com o objetivo de reduzir espaços concedidos e melhorar a consistência do sistema.
O treinador também utiliza como referência episódios marcantes da trajetória da seleção, especialmente a conquista da Copa de 1994, conhecida pelo equilíbrio defensivo. Em sua análise, a solidez atrás é o ponto que permite aos jogadores de frente terem liberdade para decidir, e é esse modelo que ele busca implementar de forma progressiva.
“A história da última vitória da Seleção está focada na defesa. Um time com uma individualidade fantástica, que gostava do jogo… Lembro de 94, um time com dois volantes, muito fechado atrás e com Bebeto e Romário para fazer a diferença. Isso que penso para o Mundial. Uma defesa sólida ajuda os jogadores de qualidade a fazer a diferença”, disse Ancelotti.
Rotina de trabalho, ambiente interno e desafio histórico contra Senegal
Ancelotti admite aos mais próximos que a rotina como treinador de seleção é muito diferente da vivida em clubes europeus, onde trabalhava diariamente com o elenco. Hoje, seu trabalho se divide entre observação constante de jogadores nos campeonatos, períodos curtos de treino concentrado nas Datas Fifa e deslocamentos frequentes entre o Canadá onde reside com a família e o Brasil.
Essa dinâmica, porém, tem sido recebida por ele como uma experiência enriquecedora, na qual se dedica a analisar atletas, estudar alternativas e construir o grupo ideal para a Copa. O ambiente interno da Seleção também tem sido destacado como um dos aspectos mais positivos do ciclo.
Para a comissão técnica, a convivência harmoniosa entre os atletas contribui diretamente para o rendimento em campo, permitindo que o trabalho seja desenvolvido em intensidade máxima durante os períodos de concentração com Senegal no caminho e tabu histórico.
O amistoso deste sábado, às 13h (de Brasília), apresenta ainda um componente simbólico. O Brasil jamais venceu o Senegal, um dos dois adversários contra os quais a seleção não tem triunfo na história o outro é a Noruega.
O retrospecto registra um empate em 2019 e uma derrota em 2023, ainda no início do ciclo atual. Para Ancelotti, quebrar esse tabu tem importância esportiva e psicológica, especialmente por se tratar de uma equipe fisicamente forte e tecnicamente competitiva. Esta será a sétima partida do italiano à frente do Brasil, e ele avalia que o duelo servirá como mais um teste relevante para consolidar o modelo defensivo que pretende levar ao Mundial.
Pontos avaliados pela comissão técnica
Militão como lateral-direito
A escolha de Militão para atuar pelo lado direito da defesa é vista como estratégica. O jogador tem características diferentes das opções naturais da posição, como Wesley e Vanderson. Para a comissão técnica, sua presença pode acrescentar segurança defensiva e ao mesmo tempo permitir construção qualificada desde a primeira linha. A decisão também dialoga com a análise feita após o jogo contra o Japão, quando a Seleção identificou falhas de cobertura e recomposição.
Dupla de volantes
Bruno Guimarães e Casemiro permanecem como pilares do meio-campo, responsáveis tanto pelo equilíbrio defensivo quanto pela transição. A presença de Fabinho nesta convocação reforça a ideia de ampliar alternativas na função, garantindo profundidade no elenco e substituições seguras em caso de necessidade.
Disputa por vagas na Copa
Com seis meses restantes para o Mundial, Ancelotti trabalha com a convicção de que parte do elenco já está delineada, mas ainda há posições em disputa. A comissão acompanha de perto possíveis cenários envolvendo lesões, mudanças físicas e oscilações técnicas, fatores que podem alterar escolhas na reta final. Por isso, o acompanhamento até a última Data Fifa antes da Copa será decisivo.
“Faltam seis meses para a Copa do Mundo, muitas coisas podem acontecer. Lesões, baixar a condição física, e a ideia que eu tenho da convocação final é bastante clara. Faltam algumas posição, há disputa entre os jogadores, e a comissão técnica vai observar até o último dia com dúvidas. A qualidade do jogador é muito grande. Decidir a escalação final dos 26 é muito difícil”, pontuou o treinador.
Ambiente interno
O clima no grupo é considerado um dos pontos mais fortes deste ciclo. Os jogadores convivem bem, mantêm relações positivas e demonstram disposição coletiva, algo que a comissão vê como fundamental para a preparação e desempenho em torneios curtos como a Copa do Mundo.
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