Pesquisa Datafolha acirra ânimos ao apontar crescimento de Marçal e queda de Nunes; Boulos lidera em São Paulo
Pesquisa Datafolha mostra psolista com 26%, seguido de Nunes e Marçal com 24%
A menos de 72h da eleição, Pablo Marçal (PRTB) cresce enquanto o atual prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB) oscila para baixo em nova pesquisa Datafolha, divulgada na tarde desta quinta-feira (3) – cada um alcançou 24% das intenções de votos. Eles aparecem atrás de Guilherme Boulos (PSOL), que soma 26%. Considerada a margem de erro de dois pontos, para mais ou para menos, os três líderes estão tecnicamente empatados.
Na reta final, esta é a primeira vez que Marçal se mostra tão pareado ao candidato à reeleição em levantamento Datafolha – um dos principais e mais tradicionais institutos de pesquisa. O empresário oscilou três pontos para cima em relação à aferição da semana passada, enquanto Nunes recuou os mesmos três pontos. Boulos, por sua vez, caiu 1%.
Em votos válidos (descartados nulos ou em branco), Boulos registra 29%, seguido por Nunes, com 26%, e Marçal, também com 26%. Não sabem ou não souberam responder 3% dos entrevistados, mesmo índice da pesquisa anterior. Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor tem que responder sem ter acesso aos nomes dos candidatos, Boulos é citado por 24%; Marçal tem 20% e Nunes soma 16%.
A poucas horas do último debate entre os seis principais candidatos, transmitido às 22h desta quinta pela TV Globo, g1 e GloboNews, os resultados preocupam especialmente a campanha de Ricardo Nunes, que, diferente de Marçal, teve uma trajetória descendente depois dos embates promovidos pela TV Record, no sábado (28), e pela Folha/UOL, na segunda-feira (30).
No caso de Marçal, pesa aquilo que é chamado de “voto envergonhado”, caracterizado quando o eleitor não se sente à vontade de divulgar imediatamente seu apoio a determinado candidato – ainda que já tenha decidido fazê-lo nas urnas. Diferente do prefeito, o empresário também vem ganhando o endosso de importantes lideranças da direita – à revelia da orientação oficial do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apoia Ricardo Nunes.
Na contramão daquilo que Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem fazendo desde o início da campanha de Guilherme Boulos – a quem apoia -, Bolsonaro vem sistematicamente se furtando a participar de maneira mais contundente da campanha de Nunes. Mesmo com a insistência de figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), o ex-presidente permaneceu ausente de todos os principais momentos da disputa paulistana até aqui.
Voto útil
Como já era de se esperar, o cenário desenhado pela nova pesquisa Datafolha também traz o efeito daquilo que se convencionou chamar de ‘voto útil’ – quando o eleitor passa a declarar seu voto em candidatos que, de fato, tenham chances de vencer ou ir ao segundo turno. Também é de se destacar que a maior parte da população apenas começa a se atentar para a disputa poucos dias antes da eleição – o que, consequentemente, impacta os levantamentos.
Nesta última segunda-feira, um grupo de personalidades, entre juristas, artistas, empresários, intelectuais e jornalistas, divulgou um manifesto a favor do voto útil em Guilherme Boulos. Eles alertam para um ‘risco’ de que a maior cidade da América Latina tenha um segundo turno entre dois candidatos bolsonaristas: Nunes e Marçal.
Toda esta conjuntura só faz diminuir, ainda mais, as chances dos postulantes que integram o segundo escalão das pesquisas. Nesta nova rodada do Datafolha, Tabata Amaral (PSB) aparece com 11% (há uma semana, eram 9%), José Luiz Datena (PSDB) tem 4% (eram 6%) e Marina Helena (Novo) manteve 2%.
O Datafolha entrevistou 1.806 eleitores paulistanos de terça-feira (1º) até esta quinta. Encomendado pela Folha de São Paulo e pela TV Globo, o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo SP-09329/2024. O nível de confiança é de 95%.
*Matheus Pastori, colaboração de São Paulo para o Portal M!
Leia também:
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Matheus Pastori
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