Kleber questiona ausência de Lula na campanha em Salvador e Geraldo rebate: ‘já declarou que tem apenas um candidato’
Debate realizado pela TV Bahia foi o último antes das eleições municipais deste domingo
O último bloco do debate à prefeitura de Salvador foi marcado por questionamentos sobre a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha eleitoral. O candidato do PSOL, Kleber Rosa, questionou se a ausência do presidente nas agendas na capital baiana seria um “constrangimento” em função do apoio de Geraldo Júnior (MDB) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em 2018. O emedebista, por sua vez, reforçou que sua candidatura foi a única que recebeu declaração de apoio do petista.
“Presidente Lula já declarou que tem apenas um candidato em Salvador e Lula é 15. Olha, candidato, lhe tenho o maior respeito, mas com um pouco mais de experiência de vida e da política, supera 2018, apresenta as novas propostas. Eu fui aceito no grupo político em 2022, eu honro o grupo político que participo, com o presidente Lula. Nós fomos eleitos ao lado do presidente e agradeço o seu apoio em 2022, o seu apoio do PSOL quando vencemos a eleição aqui no Estado da Bahia”, afirmou Geraldo.
Além de destacar o apoio de Lula, o emedebista também citou nomes como o próprio governador Jerônimo Rodrigues (PT), dos senadores Jaques Wagner (PT), Otto Alencar (PSD), Ângelo Coronel (PSD), além do ministro da Casa Civil, Rui Costa. “Eu tenho a honra de participar de um grupo político que tem um DNA da vitória. Eu fui chamado em 2022, e nós ganhamos a eleição. Eu fui chamado de novo para ganhar em 2024, respeitando todos os adversários, mas eu tenho Lula, que é 15 em Salvador, eu tenho Jerônimo Rodrigues. Eu e Fabya Reis, nós vamos disputar a eleição, pau a pau”, assegurou.
Na sequência, Kleber disse não ser possível “esquecer o passado”, fazendo referência ao apoio dado por Geraldo a Bolsonaro e afirmou que esteve ao lado de Lula desde os seus 15 anos, quando fez campanha para o petista em 1989. “Eu estou nas lutas populares, eu estou na luta do movimento negro, desde que eu me entendo por gente. Eu sempre estive do lado do povo, eu sempre estive do lado de Lula, eu com 15 anos de idade, estava fazendo campanha para o presidente Lula em 89. Eu sempre estive do mesmo lado. O passado não pode ser esquecido, porque é no passado que a gente busca a coerência, é no passado que a gente tem as razões para planejar o futuro. O nosso passado, o passado do povo negro dessa cidade não pode e jamais vai ser esquecido e é isso que me motiva a estar aqui na luta”, disse.
Educação
O bloco também foi marcado pelo tema da educação. Geraldo questionou o candidato do PSOL sobre suas propostas para a educação infantil da capital baiana. Kleber Rosa, por sua vez, afirmou possuir três prioridades para a temática: zerar a fila de creches, realizar concursos para professores e garantir o programa de Educação de Jovens e Adultos (EJA).
“É fundamental que as nossas crianças tenham acesso à educação. Criar o grupo 1, e ampliar o grupo 2 e o grupo 3 e zerar a fila. Garantir que os nossos professores sejam respeitados nos seus direitos, fazer concurso pra professores, pagar o salário digno respeitando o piso salarial e garantir o programa de Educação de Jovens e Adultos, que atenda a grande quantidade de pessoas que, infelizmente ainda existe em Salvador, que não teve acesso à educação, que são analfabetas e outra parte significativa que, por motivos diversos, precisaram abandonar a escola. O compromisso com a educação é o compromisso de uma vida inteira e, sem dúvida nenhuma, esse prefeito aqui vai garantir a Educação de Jovens e Adultos de qualidade para o nosso povo”, disse.
Na sequência, Geraldo voltou a questionar a ausência do prefeito Bruno, e afirmou que a cada três crianças nascidas em Salvador, duas esperam na fila por creches. “Prefeito, o presidente Lula me perguntou, quantas crianças aguardam creches na cidade do Salvador? Um pouco menos de 70 mil. Prefeito, será que são atrizes e atores, essas mães solos, solteiras, mães chefes de família?”, indagou o emedebista.
Considerações finais
Em suas considerações finais, o candidato do MDB voltou a criticar o prefeito Bruno Reis e repetiu inúmeras vezes que era o candidato do presidente Lula em Salvador, além do seu número nas urnas. Geraldo também enfatizou que, ao lado de Jerônimo, vai estabelecer medidas de enfrentamento ao crime organizado, políticas da cultura da paz, através dos Parques da Paz, bem como a construção de policlínicas e a instalação de novas equipes da saúde da família.
“A atual gestão que vai na contramão da história da saúde pública. Nós não. Eu quero falar para você mãe, para você mulher, que fica nas filas dos postos de saúde para agendar uma consulta em um médico especializado e não tem. Nós garantimos isso com as fone clínicas. Eu estou me dirigindo a você, que tem a política da paz, da cultura e para juventude, para sonhar, continuar vivendo. Eu quero agradecer especialmente ao presidente Lula, que é 15, que hoje ao telefone, antes daqui, disse ‘nós vamos escrever uma história de Salvador’, porque Lula é 15 em Salvador”, reafirmou.
O candidato do PSOL, por sua vez, voltou a apontar uma “contradição” no emedebista, em função do apoio dado à gestão do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), enquanto era vereador de Salvador. “Ele sustentou toda a política do grupo carlista que hoje critica, e é difícil a pessoa que viveu tudo isso ter legitimidade para poder fazer as críticas”.
Ele também ressaltou que a “esquerda de verdade” tem projeto em Salvador, e assegurou que irá fazer “história” no dia 6 de outubro. “A nossa campanha tem crescido. As pessoas tem entendido o que tá acontecendo, as pessoas estão absorvendo o nosso projeto, estamos ganhando apoio, inclusive, de partidos que não fazem parte da coligação”, afirmou.
Por fim, o psolista, que afirmou já ter ultrapassado os números de Geraldo, pediu o apoio da esquerda de Salvador, e alfinetou o emedebista ao dizer que “lá no fundo”, Lula apoia sua candidatura. “A esquerda responsável está presente e vai fazer história no dia 6. Quero conclamar todos os democratas, mesmo que não seja da esquerda, entenda a importância de levar um candidato que leva a sério o debate crítico, que pontuou contra o governo que tá posto. O candidato não vem ao debate, se nega a vir defender a sua gestão, isso mostra o quanto é necessário que a gente mude. Faça o L e vote 50, porque lá no fundo, Lula é Kleber Rosa”.
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