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Paolla Oliveira critica objetificação ao seu corpo: “Me deixem como eu sou”

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Atriz criticou o foco excessivo e ultrapassado nas cenas de sexo entre personagens femininas na mídia

Paolla Oliveira, protagonista da próxima série Justiça 2 do Globoplay, abriu o jogo em entrevista recente à revista Quem sobre sua luta contra a objetificação e a importância da autoaceitação. A atriz, que já foi elevada ao status de símbolo sexual desde o início de sua carreira, revelou como a maturidade e um processo de autoconhecimento a ajudaram a lidar com a crítica e a pressão estética.

“Tive que ter coragem para falar ‘me deixem como eu sou, do jeito eu sou'”, disse Paolla, destacando a coragem necessária para enfrentar as expectativas irreais sobre sua aparência.

A atriz criticou o foco excessivo e ultrapassado nas cenas de sexo entre personagens femininas na mídia, um reflexo, segundo ela, do persistente preconceito e da objetificação do corpo feminino. “É o tipo de coisa que não era mais para ser [notícia]”, comentou, frustrada com a repetição dessa narrativa.

Na busca pela autoaceitação, Paolla destacou o papel das redes sociais como um espaço de inspiração, onde encontrou apoio em outras mulheres. Essa comunidade online ajudou-a a abraçar suas imperfeições e a se ver além do corpo objetificado pela mídia. A atriz também falou sobre como a relação com o sambista Diogo Nogueira contribuiu positivamente para sua vida, proporcionando um ambiente de respeito mútuo e apoio à sua individualidade. “Não somos um só”, ela afirmou, sublinhando a importância da individualidade em um relacionamento saudável.

Diante das críticas ao expressar suas opiniões sobre empoderamento e objetificação, Paolla enfatizou a necessidade de se posicionar, apesar das consequências. “Vivemos em uma sociedade em que se eu não me posicionar, eu não vou existir. E eu quero existir”, ressaltou.

A atriz também abordou a pressão social para que mulheres se encaixem em certos papéis, especialmente em relação à maternidade. Paolla revelou: “Já fui rejeitada para campanhas de publicidade por não ser mãe, um reflexo dos estereótipos sobre o que constitui uma ‘família”‘.

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