MC Poze deixa presídio no Rio de Janeiro e terá que cumprir medidas cautelares; entenda
Funkeiro foi recebido por uma multidão, pela mulher, Vivi Noronha, e pelo cantor Oruam
Instagram / @pozevidalouca
O cantor MC Poze do Rodo deixou o presídio, nesta terça-feira (3), após a Justiça do Rio de Janeiro conceder habeas corpus na segunda-feira (2). A decisão foi assinada pelo desembargador Peterson Barroso Simão, que entendeu não haver mais necessidade da prisão temporária decretada na última quinta-feira (29), durante investigação por apologia ao crime e suposto envolvimento com o Comando Vermelho (CV).
Ao deixar o presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó, ele foi recebido por uma multidão. A mulher de Poze, Vivi Noronha, e o cantor Oruam estavam no local aguardando a saída.
Decisão judicial impõe medidas restritivas
No despacho, o magistrado afirmou que os principais elementos de prova já foram reunidos e determinou a soltura do artista mediante o cumprimento de medidas cautelares. MC Poze, cujo nome de batismo é Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, estava preso desde a operação conduzida pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), no Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio.
Entre as determinações impostas ao funkeiro, estão a obrigatoriedade de comparecimento mensal à Justiça, a proibição de manter contato com os demais investigados e com integrantes da facção criminosa, além da restrição de sair do estado do Rio de Janeiro sem autorização prévia do Judiciário.
Nas redes sociais, a influenciadora Vivi Noronha, companheira de MC Poze e mãe de três filhos do cantor, comentou a liberação do artista.
“A decisão saiu, tudo certo, vencemos. Mas, por conta do horário, ele não foi solto hoje. Essa é a última noite longe. Amanhã voltamos para casa”, escreveu na noite de segunda-feira (2). O advogado do cantor, Fernando Henrique Cardoso, celebrou a concessão do habeas corpus. “A decisão dá espaço à única presunção existente no direito: a de inocência”, declarou.
Críticas à condução da prisão
Em sua decisão, o desembargador Peterson Barroso Simão também criticou a forma como a prisão foi executada. “Há indícios que comprometem o procedimento regular da polícia. Pelo pouco que se sabe, o paciente teria sido algemado e tratado de forma desproporcional, com ampla exposição midiática, fato a ser apurado posteriormente”, escreveu o magistrado.
O relator ainda destacou que MC Poze já havia sido alvo de investigações semelhantes anteriormente, tendo sido absolvido em primeira e segunda instâncias. Ele defendeu que ações penais devem priorizar líderes de facções criminosas e não indivíduos sem função de comando.
“É preciso prender os chefes, aqueles que pegam em armas e negociam drogas. O alvo da prisão não deve ser o mais fraco – o paciente –, e sim os comandantes de facção temerosa, abusada e violenta, que corrompe, mata, rouba, pratica o tráfico, além de outros tipos penais em prejuízo das pessoas e da sociedade”, afirmou Simão.
Apresentações em comunidades dominadas pelo CV
De acordo com a Polícia Civil, as investigações indicam que MC Poze realizava apresentações em comunidades controladas pelo Comando Vermelho, onde traficantes armados fariam a segurança dos bailes funk. A atuação do cantor nesses locais passou a ser considerada relevante para a apuração do suposto envolvimento com o grupo criminoso.
Um dos registros anexados ao inquérito mostra o artista em um baile na Cidade de Deus, em 17 de maio, cantando músicas que exaltariam chefes da facção. No vídeo, é possível ver um homem armado com fuzil filmando a apresentação. Dois dias após o evento, um agente da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) foi assassinado na mesma região com um tiro na cabeça.
Durante a operação de prisão, além da detenção de MC Poze, os agentes apreenderam um BMW X6 avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Segundo a polícia, o carro apresentava alteração de cor não registrada no documento oficial, o que configura infração administrativa.
A investigação contra MC Poze segue em andamento e está sob segredo de Justiça. A defesa do cantor nega envolvimento com o crime organizado e sustenta que as apresentações musicais do artista não podem ser consideradas como ato de apologia ou vínculo com organizações criminosas.
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