Meta, dona do Facebook e Instagram, encerra verificação de fatos e adota sistema de notas similar ao ‘X’
Empresa afirmou que permitirá que os usuários avaliem a precisão das postagens por meio de um sistema de notas comunitárias
Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A Meta Platforms, dona de redes como Facebook e Instagram, anunciou nesta terça-feira (7) que encerrará o uso de verificadores de fatos terceirizados em suas plataformas nos Estados Unidos. A empresa afirmou que, em vez disso, permitirá que os usuários avaliem a precisão das postagens por meio de um sistema de notas comunitárias. Conforme a empresa, a medida promoverá a “liberdade de expressão”.
O diretor de assuntos globais da Meta, Joel Kaplan, explicou em um post de blog que os sistemas de moderação da empresa, que incluem Facebook, Instagram e Threads, estavam “bloqueando a liberdade de expressão com muita frequência”.
“Muito conteúdo inofensivo é censurado, muitas pessoas se encontram erroneamente presas na ‘cadeia do Facebook’ e, muitas vezes, somos lentos demais para responder quando isso acontece”, justificou.
A Meta também anunciou mudanças nos feeds de seus usuários, permitindo o acesso facilitado a publicações políticas para quem desejar. A decisão aproxima a estratégia da Meta à adotada pelo X, de Elon Musk, que também utiliza notas de usuários para avaliar a precisão das informações.
Histórico e impactos
A verificação de fatos por terceiros foi introduzida em 2016, como resposta a bots virais, com parcerias firmadas em 2017 com entidades como PolitiFact, Snopes e Associated Press. Na época, a Meta justificava que o pagamento a empresas externas ajudava a identificar desinformação sem assumir a posição de árbitro da verdade.
Entretanto, Kaplan destacou que os preconceitos dos verificadores de fatos influenciaram “as escolhas sobre o que verificar e como fazê-lo”. Ele mencionou que até 20% das postagens removidas no último mês poderiam ter sido retiradas por engano.
“Culpar os verificadores de fatos é uma desculpa decepcionante”, afirmou Neil Brown, presidente do Poynter Institute, enquanto Angie Drobnic Holan, diretora da International Fact-Checking Network, criticou a decisão, atribuindo-a à pressão política.
Alterações internas e regionais
Além de encerrar o programa de verificação de fatos, a Meta transferirá suas equipes de confiança e segurança dos Estados Unidos da Califórnia para o Texas. O CEO Mark Zuckerberg afirmou que a mudança visa “eliminar a preocupação de que funcionários tendenciosos estejam censurando excessivamente o conteúdo”.
O programa de verificação não se aplica à remoção de conteúdos nocivos, como material de abuso sexual infantil ou propaganda terrorista, que continuará a ser tratado por equipes internas e empresas contratadas, como a Teleperformance e a Cognizant.
Regulamentações na Europa
Na Europa, a situação é diferente devido às regulamentações da União Europeia (UE). As plataformas são obrigadas a combater a desinformação sob risco de multas pesadas, conforme a Lei de Serviços Digitais. A Meta informou que, por enquanto, não planeja implementar mudanças semelhantes na UE e que qualquer alteração dependerá de uma revisão de suas obrigações legais.
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