Bahia tem um dos menores rendimentos do Brasil e fica em 25º lugar no ranking nacional
Estado está entre os três últimos do país em remuneração, enquanto 13 estados alcançaram recorde de rendimento médio
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
A Bahia encerrou 2024 com um dos menores rendimentos médios do Brasil, ocupando a antepenúltima posição no ranking nacional. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (14), o rendimento médio do trabalhador baiano foi de R$ 2.165, ficando à frente apenas do Ceará (R$ 2.071) e do Maranhão (R$ 2.049). As informações são da Agência Brasil.
Disparidade regional
O levantamento também apontou grandes diferenças entre os estados brasileiros. O Distrito Federal lidera o ranking com um rendimento médio de R$ 5.043, valor 56% superior à média nacional, que foi de R$ 3.225. Na outra ponta, os estados do Nordeste apresentam os menores salários, refletindo desigualdades estruturais históricas na economia brasileira.
“A diferença salarial entre regiões do Brasil ainda é um dos principais desafios do mercado de trabalho. Estados com maior presença do setor público e indústrias bem estruturadas tendem a apresentar rendimentos mais elevados”, explica um analista do IBGE.
Impacto do baixo rendimento na Bahia
Com uma economia fortemente baseada no setor de serviços e agropecuária, a Bahia enfrenta desafios na geração de empregos formais e na valorização dos salários. A informalidade ainda é um fator determinante para a baixa média salarial do estado. Dados da Pnad Contínua indicam que boa parte da população economicamente ativa depende de atividades autônomas e do trabalho informal, onde os rendimentos são historicamente inferiores aos empregos com carteira assinada.
Ranking completo do rendimento médio anual dos trabalhadores por estado
- Distrito Federal – R$ 5.043
- São Paulo – R$ 3.907
- Paraná – R$ 3.758
- Rio de Janeiro – R$ 3.733
- Santa Catarina – R$ 3.698
- Rio Grande do Sul – R$ 3.633
- Mato Grosso – R$ 3.510
- Mato Grosso do Sul – R$ 3.390
- Espírito Santo – R$ 3.231
- Goiás – R$ 3.196
- Rondônia – R$ 3.011
- Minas Gerais – R$ 2.910
- Amapá – R$ 2.851
- Roraima – R$ 2.823
- Tocantins – R$ 2.786
- Rio Grande do Norte – R$ 2.668
- Acre – R$ 2.563
- Pernambuco – R$ 2.422
- Alagoas – R$ 2.406
- Sergipe – R$ 2.401
- Amazonas – R$ 2.293
- Paraíba – R$ 2.287
- Pará – R$ 2.268
- Piauí – R$ 2.203
- Bahia – R$ 2.165
- Ceará – R$ 2.071
- Maranhão – R$ 2.049
Avanços e desafios
Apesar do baixo rendimento, o Brasil como um todo registrou recorde na média salarial em 13 estados, mostrando uma tendência de crescimento em algumas regiões. Entre os estados que alcançaram seus melhores números desde o início da série histórica estão Rondônia, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e os três da região Sul.
No entanto, na Bahia, o crescimento do rendimento ainda é um desafio. A falta de indústrias de alto valor agregado, a concentração de atividades informais e a necessidade de qualificação profissional são pontos que impactam diretamente os salários no Estado.
“Para melhorar essa realidade, é essencial investir em educação técnica, atração de indústrias e políticas de incentivo à formalização do trabalho”, afirma um economista consultado sobre os dados do IBGE.
Mercado de trabalho e desemprego
A pesquisa também mostrou que, em 14 estados, o desemprego de 2024 foi o menor da série histórica. Entretanto, a Bahia segue entre os estados com os índices mais altos de desocupados. O desafio para os próximos anos é reverter essa situação, criando mais oportunidades de trabalho com melhores salários e condições.
O avanço econômico da Bahia passa pela diversificação da economia, investimento em setores inovadores e ampliação da infraestrutura produtiva. A longo prazo, essas iniciativas podem contribuir para elevar o rendimento médio dos trabalhadores e melhorar a posição do estado no ranking nacional.
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