85% dos fluminenses defendem penas mais duras e 72% querem crime organizado tratado como terrorismo, aponta Quaest
Após megaoperação que deixou 121 mortos nos complexos da Penha e do Alemão, pesquisa revela apoio expressivo a medidas rígidas
Tomaz Silva/Agência Brasil
Uma pesquisa do Instituto Quaest, divulgada nesta segunda-feira (3), indica que os moradores do Rio de Janeiro querem punições mais severas para o crime organizado. Segundo o levantamento, 85% dos entrevistados são favoráveis ao aumento da pena de prisão para quem comete homicídio sob ordens de facções, enquanto 72% defendem que essas organizações sejam classificadas como terroristas.
O estudo foi realizado nos dias 30 e 31 de outubro, com 1.500 pessoas de 16 anos ou mais, e a margem de erro é de três pontos percentuais. A divulgação ocorre dias após a megaoperação policial de 28 de outubro, conduzida pelas Polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV) nos Complexos da Penha e do Alemão. A ação resultou em 121 mortes, incluindo quatro agentes de segurança — dois policiais civis e dois militares. Com informações do G1.
Opinião pública endurece após tragédia nas comunidades
Os entrevistados responderam a uma série de perguntas sobre punições, operações policiais e segurança pública. No quesito aumento de pena para homicídios ligados ao crime organizado, 85% se declararam a favor, 10% contra e 5% não souberam responder.
Quanto ao enquadramento de facções como grupos terroristas, 72% aprovaram, 23% rejeitaram e 5% não opinaram. A flexibilização do acesso a armas de fogo segue sem apoio majoritário: 72% são contrários, 24% a favor e 4% não responderam.
Percepção sobre operação da Penha e do Alemão
A operação policial teve grande repercussão. De acordo com a Quaest, 98% dos fluminenses tomaram conhecimento da ação. Desses, 64% disseram aprovar a operação, 27% desaprovam, 6% se mostraram neutros e 3% não opinaram.
Em relação aos resultados, 58% consideram que a operação foi um sucesso, enquanto 32% a classificaram como um fracasso. Outros 6% disseram que “depende” e 4% não responderam.
GLO e papel do governo federal
A pesquisa também avaliou o apoio a uma Garantia de Lei e Ordem (GLO) — instrumento que permite o uso das Forças Armadas em ações de segurança. Para 59% dos entrevistados, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deveria decretar GLO no Rio, enquanto 38% são contra e 3% não têm opinião formada.
Além disso, 94% apoiam a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado.
Uso de câmeras e pena de morte dividem opiniões
O uso de câmeras nos uniformes policiais recebeu apoio expressivo: 81% concordam, 13% discordam e 5% não responderam. Já a pena de morte para crimes graves, como homicídio, teve 58% de aprovação, 32% de rejeição, 4% de neutralidade e 6% sem resposta.
Quando perguntados se a polícia deve continuar realizando operações em comunidades, 73% disseram que sim, 22%não concordam e 5% não souberam opinar. Mesmo assim, 52% afirmaram sentir o estado mais inseguro após a operação, enquanto 35% dizem que o Rio ficou mais seguro.
Desconfiança sobre governos estadual e federal
A pesquisa revela forte ceticismo quanto à capacidade do Estado em lidar com o crime organizado.
Para 62% dos entrevistados, o governo do Rio de Janeiro, liderado por Cláudio Castro (PL), não tem capacidade de combater o crime sozinho. Já 36% acreditam que o governo estadual tem condições, e 2% não opinaram.
Quanto ao apoio do governo federal, 53% afirmam que não há colaboração efetiva, 24% avaliam que o auxílio é pequeno. Já 14% consideram que o governo tem ajudado muito e 9% não responderam.
Ao avaliar as motivações de Cláudio Castro para autorizar a megaoperação, 54% acreditam que o objetivo foi enfrentar o crime organizado, enquanto 40% veem a ação como tentativa de aumentar popularidade. Outros 2% apontaram “outro motivo” e 4% não souberam responder.
Crimes que mais assustam fluminenses
Entre os principais medos da população, a pedofilia aparece em primeiro lugar (21%), seguida pelo domínio de facções em favelas (16%) e homicídios (15%). Também preocupam o assalto nas ruas e ônibus (12%), tráfico de drogas (10%), contrabando de armas (6%), violência doméstica (6%), sequestro (4%), roubo de celular (3%) e roubo de cargas (1%). Outros crimes somam 1%, enquanto 3% não souberam responder.
Repercussão da fala de Lula sobre tráfico e usuários
A Quaest também analisou a percepção sobre a fala recente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que afirmou que “os traficantes são vítimas dos usuários de drogas” durante uma coletiva na Indonésia. Após críticas, o petista publicou uma retratação nas redes sociais.
De acordo com a pesquisa, 61% dos entrevistados já conheciam a declaração, 38% ouviram sobre o assunto durante a pesquisa, e 1% não respondeu. Quando questionados sobre o sentido da fala, 60% consideraram que se tratou de uma opinião sincera, 33% disseram que foi um mal-entendido, e 7% não souberam responder.
Apoio à força policial, mas com desconfiança sobre resultados
O levantamento da Quaest reflete um endurecimento da opinião pública fluminense após a operação que chocou o país. Apesar do apoio majoritário a ações policiais e penas mais severas, há ceticismo quanto à eficiência do Estado em garantir segurança duradoura.
A pesquisa também evidencia que os fluminenses apoiam a repressão, mas não confiam plenamente nas instituiçõesencarregadas de aplicá-la.
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