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Mais Carnaval?!

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Salvador vive uma onda interminável de festas com investimentos públicos. Para se ter uma ideia, em apenas dois shows do Festival da Virada + o carnaval de 10 dias, foram investidos R$ 21 milhões de reais.  Como se não bastasse, outra festa patrocinada com dinheiro público teve início neste final de semana e segue até o outro, o Festival Viva Verão, sendo que o aniversário de Salvador está próximo e tem festa programada para acontecer no início de abril. A realização de mais um festival, após praticamente meio mês de folias, é motivo de surpresa e preocupação. Além de paralisar parte do comércio, do transito, de impedir o ir e vir de moradores e trabalhadores, influencia diretamente no foco e na atenção sobre uma cidade que precisa enfrentar os problemas graves que todos os dias dificultam a vida do povo.  Diante da dura realidade dos transportes, da saúde pública, da falta de saneamento, do alto índice de desemprego, daqueles que não sabem o que vão comer, o povo se distrai com as festas e vê reeditada a política do “Pão e circo”, lá do Império Romano, que tem o objetivo de aumentar a popularidade de governantes, neste caso o da prefeitura de Salvador. A cultura precisa ser uma política pública forte, pois ela é a expressão de um povo, capaz de movimentar muito a economia e o PIB do país. Mas, enquanto política pública, ela também precisa acontecer em diferentes formatos para a difusão, circulação, apoio e fomento à criação, como parte da educação formal e formação de plateia.   O entretenimento sem outras ações que ajudem a resolver as desigualdades é o pão e o circo, um paliativo perigoso, que disfarça, mas é incapaz de ocultar para sempre a realidade. Ouvir o povo, o que ele pensa, como gostaria que os investimentos fossem feitos pode surpreender e ajudar a prefeitura com outras propostas de prioridades, aquelas possíveis de serem executadas com bem menos recursos públicos. E você, sabe o que representa 21 milhões? E como investiria esse dinheiro em Salvador? ————— *Aladilce Souza é enfermeira, ex-vereadora e professora da Universidade Federal da Bahia ————- O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos respectivos autores, não representanto, portanto, a opinião do Portal Muita Informação!   Glaucia Farias

Salvador vive uma onda interminável de festas com investimentos públicos. Para se ter uma ideia, em apenas dois shows do Festival da Virada + o carnaval de 10 dias, foram investidos R$ 21 milhões de reais. 

Como se não bastasse, outra festa patrocinada com dinheiro público teve início neste final de semana e segue até o outro, o Festival Viva Verão, sendo que o aniversário de Salvador está próximo e tem festa programada para acontecer no início de abril.

A realização de mais um festival, após praticamente meio mês de folias, é motivo de surpresa e preocupação. Além de paralisar parte do comércio, do transito, de impedir o ir e vir de moradores e trabalhadores, influencia diretamente no foco e na atenção sobre uma cidade que precisa enfrentar os problemas graves que todos os dias dificultam a vida do povo. 

Diante da dura realidade dos transportes, da saúde pública, da falta de saneamento, do alto índice de desemprego, daqueles que não sabem o que vão comer, o povo se distrai com as festas e vê reeditada a política do “Pão e circo”, lá do Império Romano, que tem o objetivo de aumentar a popularidade de governantes, neste caso o da prefeitura de Salvador.

A cultura precisa ser uma política pública forte, pois ela é a expressão de um povo, capaz de movimentar muito a economia e o PIB do país. Mas, enquanto política pública, ela também precisa acontecer em diferentes formatos para a difusão, circulação, apoio e fomento à criação, como parte da educação formal e formação de plateia.  

O entretenimento sem outras ações que ajudem a resolver as desigualdades é o pão e o circo, um paliativo perigoso, que disfarça, mas é incapaz de ocultar para sempre a realidade.

Ouvir o povo, o que ele pensa, como gostaria que os investimentos fossem feitos pode surpreender e ajudar a prefeitura com outras propostas de prioridades, aquelas possíveis de serem executadas com bem menos recursos públicos.

E você, sabe o que representa 21 milhões? E como investiria esse dinheiro em Salvador?

—————

*Aladilce Souza é enfermeira, ex-vereadora e professora da Universidade Federal da Bahia

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O conteúdo dos artigos é de responsabilidade dos respectivos autores, não representanto, portanto, a opinião do Portal Muita Informação!

 

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