Prêmio em Salvador reconhece a força e o legado de mulheres negras em diferentes áreas da vida pública
Evento destacou dez lideranças femininas em áreas como cultura, educação e políticas sociais
Lucas Moura/ Secom PMS
A 13ª edição do Prêmio Mulheres Negras Contam Suas Histórias reuniu lideranças e personalidades, na noite desta sexta-feira (25), no Palacete Tira-Chapéu, no Centro Histórico de Salvador. Organizada pela Associação de Terreiros da Bahia Egbé Axé, a premiação ocorreu na data em que são celebrados o Dia Municipal da Mulher Negra, o Dia Nacional de Tereza de Benguela e o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-americana e Caribenha.
Ao todo, dez mulheres negras foram premiadas por suas trajetórias e impacto em suas comunidades. As homenageadas foram selecionadas entre 37 indicadas, após avaliação de uma comissão composta por representantes da sociedade civil. Entre as homenageadas, a secretária municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude, Fernanda Lordêlo, destacou o reconhecimento às mulheres que são referência na sociedade.
“O grande diferencial desse evento é que há uma escolha feita pela sociedade civil, que avalia a história das mulheres que estão aqui. É uma junção de mulheres negras que se destacam e se tornam referências sociais”, afirmou.
Mulheres reconhecidas por suas trajetórias
Além de Fernanda Lordêlo, foram homenageadas Mãe Nicinha do Terreiro Olufanjá, a pró-reitora da UFBA Cássia Maciel, a ouvidora-geral da DPE-BA Tamikuã Pataxó, a coordenadora da ABAM Rita Santos, a tenente-coronel do Corpo de Bombeiros Rosângela Reis, a vereadora de Alagoinhas Juci Cardoso, a percussionista Tauana Bonfim, a psicóloga Laíse Brito e a professora Juliana Nery.
A premiação também buscou valorizar a presença das mulheres negras em diversos setores da sociedade, desde a política e a educação até a cultura e as tradições afro-brasileiras.
Circuito Mulheres Negras em Movimento
A cerimônia integrou o Circuito Mulheres Negras em Movimento, programação especial organizada pela Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo (Secult) e da Secretaria da Reparação (Semur), dentro do programa Salvador Capital Afro.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Salvador é a capital brasileira com a maior proporção de pretos (34,1%) e pretos ou pardos (83,2%). As mulheres pretas ou pardas representam 45% da população da cidade. O prêmio busca valorizar a contribuição desse grupo, reforçando a luta por igualdade e a preservação das tradições.
Prêmio destaca histórias de luta e resistência
A idealizadora do prêmio, Mãe Diana de Oxum, destacou o significado da premiação. “Sabemos da luta e da dedicação de nossas mulheres, por isso o prêmio reconhece a representatividade dessas guerreiras na melhoria de nossa comunidade”, disse.
A tenente-coronel Rosângela Reis destacou sua trajetória marcada pela superação. Criada por uma mãe solo, ela ressaltou que conquistar reconhecimento representa um chamado para continuar na luta contra desigualdades e violências estruturais.
Já Mãe Nicinha enfatizou a importância do candomblé como espaço de acolhimento e ensinamento, destacando o legado espiritual transmitido por sua mãe biológica e a relevância de manter viva a tradição religiosa.
Para Tamikuã Pataxó, a premiação representa também o fortalecimento das vozes indígenas. “É uma grande honra estar entre essas mulheres negras maravilhosas, recebendo esta homenagem enquanto mulher indígena. Isso representa muito mais que um prêmio, é o reconhecimento das nossas lutas”, afirmou.
A Egbé Axé, responsável pela realização do evento, reforça que o prêmio não apenas reconhece lideranças individuais, mas estimula a valorização da história e das conquistas das mulheres negras em Salvador. O objetivo é criar uma rede de fortalecimento e apoio que possa inspirar novas gerações.
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