Governadores acusam Lula de desinteresse em negociar tarifa com os EUA
Chefes de São Paulo, Paraná e Goiás pedem ação urgente para conter impacto econômico
Ricardo Stuckert/PR
Os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); do Paraná, Ratinho Jr (PSD); e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) acusaram o governo federal de não agir para negociar com os Estados Unidos a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros anunciada pelo presidente Donald Trump. As declarações foram feitas neste sábado (26), durante a Expert XP, em São Paulo.
Ratinho Jr defendeu um diálogo imediato com o governo norte-americano e criticou a falta de estratégia do Brasil para evitar perdas comerciais. Tarcísio alertou para o risco de perda de empregos, enquanto Caiado acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de priorizar questões ideológicas em vez de buscar acordos.
Críticas dos governadores
De acordo com o governador do Paraná, o Brasil deveria seguir o exemplo de outros países que negociaram tarifas com os EUA. Segundo ele, a relação comercial deve ser preservada. “Alguém tem de sentar e conversar com os Estados Unidos, fazer como fizeram os outros países. Não temos de falar em desdolarizar o comércio, nem a China ou a Rússia fizeram isso”, disse Ratinho Jr.
Para Tarcísio, o impacto será sentido de forma direta em São Paulo, principalmente em empresas que dependem de insumos americanos. Ele revelou que o estado prepara ações emergenciais. “Vamos liberar créditos acumulados do ICMS e conversar com empresas e políticos nos EUA para mostrar o tamanho do problema”, afirmou.
Caiado, por sua vez, acusou Lula de não buscar negociação e de politizar o tema. Segundo ele, a situação é reflexo da ausência de diálogo com governadores e ministros da área econômica.
Anúncio da tarifa por Trump
O governo norte-americano comunicou a tarifa de 50% sobre produtos brasileiros em carta enviada a Lula e divulgada na plataforma Truth Social, no dia 9 de julho. A medida entra em vigor em 1º de agosto de 2025 e inclui todos os setores de exportação.
Trump justificou a decisão alegando desequilíbrios na relação comercial. Ele também vinculou a medida a críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) pela condução de processos contra Jair Bolsonaro.
“A maneira como o Brasil tem tratado o ex-presidente Jair Bolsonaro é uma desgraça internacional. Trata-se de uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”, escreveu o republicano.
Além da tarifa, Trump ameaçou impor novas sanções caso o Brasil adote medidas de retaliação. Ele orientou o representante comercial dos EUA a abrir uma investigação contra o país com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana.
Impactos econômicos e reação no Brasil
O anúncio da tarifa elevou a cotação do dólar futuro e provocou queda nas ações de empresas exportadoras, principalmente do setor agrícola e siderúrgico. Para Tarcísio, São Paulo pode perder até 120 mil empregos caso as alíquotas sejam mantidas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) classificou a decisão como injusta e prejudicial também aos EUA.
“Eu não vejo nenhuma razão para aumento de tarifa em relação ao Brasil. É uma medida injusta que prejudica a própria economia americana”, afirmou.
Contexto e críticas à política comercial
Trump declarou que as tarifas ainda estão abaixo do ideal e sugeriu que empresas brasileiras instalem unidades nos EUA para escapar da taxação. Ele destacou que os Estados Unidos devem rever a parceria com o Brasil, alegando “graves injustiças” comerciais.
Enquanto isso, Caiado apontou que a falta de articulação do governo brasileiro pode ampliar os impactos econômicos.
“O Lula não quer resolver o problema. Ao invés de usar a chancelaria, prefere frases de efeito. Ele não tem preparo para governar o País”, disse.
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