Cade admite Petlove em batalha que pode travar megafusão do mercado pet brasileiro
Empresa questiona critérios da operação entre Petz e Cobasi e alerta para riscos à livre concorrência no setor de produtos e serviços para animais
Reprodução/Instagram @spitz.chase
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou, nesta última semana, a inclusão da Petlove como terceira interessada no processo que analisa a fusão entre duas gigantes do setor pet: Petz e Cobasi. A decisão permite que a empresa participe formalmente das discussões dentro do órgão antitruste, ampliando o debate sobre os potenciais impactos concorrenciais da operação no mercado brasileiro de produtos e serviços para animais de estimação.
A movimentação da Petlove é estratégica: ao apresentar argumentos contrários à união das concorrentes, a companhia pode influenciar o desfecho do processo. Caso a fusão seja aprovada sem restrições técnicas pela área responsável do Cade, a atuação da Petlove pode provocar o encaminhamento do caso ao Tribunal do Conselho, instância onde o julgamento ganha dimensão mais política e aprofundada.
Críticas à metodologia e preocupação com concorrência
Nos documentos enviados ao Cade, a Petlove sustentou que a operação tem “racional anticompetitivo” e alertou para os efeitos negativos que a fusão pode causar à concorrência no setor. A empresa também criticou a ausência de explicações por parte de Petz e Cobasi sobre os critérios utilizados para estimar suas respectivas participações de mercado.
De acordo com a Superintendência-Geral, a Petlove levantou dúvidas sobre a delimitação do mercado relevante sob a ótica geográfica. Para a empresa, a análise de raio de influência dos pontos de venda é fundamental para determinar se haverá concentração de mercado em determinadas regiões.
“Isso, na sua visão, dificultaria uma análise correta e aprofundada das concentrações de mercado”, destacou a SG em seu parecer favorável à participação da Petlove.
Complexidade na definição do market share pet
Como já mostrou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, um dos principais desafios enfrentados pelo Cade neste caso é justamente a definição de uma estrutura clara de mercado. O setor pet, marcado por uma ampla gama de comerciantes — que vão desde grandes redes varejistas até petshops de bairro —, dificulta a medição tradicional do market share e das dinâmicas de concorrência.
Nesse contexto, a Superintendência-Geral reconheceu que a Petlove contribuiu com informações relevantes ao processo. “A peticionante trouxe também elementos que aprofundam o conhecimento da autoridade sobre os mercados relevantes do segmento pet e especificidades dos agentes, o que traz maior clareza às peculiaridades dos mercados envolvidos e contribui para o melhor entendimento de possíveis efeitos da Operação. É ainda um agente ativo e com expertise sobre a dinâmica do mercado de produtos e serviços para pets no Brasil”, justificou o Cade.
Operação bilionária pode alterar cenário do setor
Anunciada em agosto do ano passado, a fusão entre Petz e Cobasi promete criar um novo gigante no setor. Segundo as empresas, a junção resultaria em uma receita líquida combinada de R$ 6,9 bilhões e um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 464 milhões.
A operação, contudo, ainda depende da aprovação do Cade. Com a admissão da Petlove como terceira interessada, o processo ganha um novo grau de complexidade e abre espaço para uma análise mais minuciosa dos efeitos que a união pode provocar na competitividade e na diversidade de oferta do mercado pet no Brasil.
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