Pedro Rousseff é intimado pela PF para explicar doação de campanha e denuncia perseguição política
Sobrinho de Dilma Rousseff afirma que doação foi feita pelo pai e contesta ligação política do delegado
Reprodução/Instagram @pedrorousseff
Pedro Rousseff (PT), recém-eleito vereador em Belo Horizonte e sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff, foi intimado nesta terça-feira (5) pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento sobre uma doação recebida durante sua campanha eleitoral de 2024.
A convocação ocorre após uma denúncia anônima apontar supostas irregularidades na doação, que foi registrada no valor de R$ 60.309. Rousseff reagiu ao caso publicamente e classificou a denúncia como “ridícula” e “ilegal” em suas redes sociais.
O valor foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o nome de Pedro Rousseff, seu pai, que segundo o vereador eleito, seria o verdadeiro doador do montante. Rousseff explicou que seu pai também se chama Pedro Rousseff e, apesar de ambos terem o mesmo nome, ele possui o sobrenome Farah, que opta por não usar publicamente.
“O delegado vasculhou minha vida inteira, de cabo a rabo e não conseguiu perceber um fato muito simples: que meu pai também se chama Pedro Rousseff. Como o delegado investiga tudo e não percebe que o CPF do doador não é o meu CPF? Estranho que esse delegado, ele foi secretário de segurança do governador Zema. Indicado na época pelo então ministro do Bolsonaro, Sergio Moro”, disse o vereador eleito ao Metrópoles.
Rousseff criticou a atuação do delegado Alexandre Leão Batista Silva, responsável pelo caso, mencionando o histórico do policial como ex-secretário de Segurança Pública do governo de Romeu Zema (Novo). O vereador afirma que a ligação política entre o delegado e o governo estadual levanta suspeitas sobre a imparcialidade na condução do inquérito, o que, segundo ele, representa uma perseguição política.
Pedro Rousseff também destacou que o delegado assumiu o cargo na Secretaria de Segurança quando o senador Sérgio Moro, ex-ministro de Bolsonaro, era responsável pela nomeação do delegado para a função estadual.
O parlamentar eleito anunciou que entrará com uma denúncia formal contra o delegado na Corregedoria da PF, alegando abuso de poder e parcialidade no processo. Em sua declaração pública, Rousseff afirmou: “A Justiça brasileira não pode ser utilizada para perseguir opositores”, enfatizando a gravidade que vê na situação.
Com uma expressiva votação de 17.595 votos, Pedro Rousseff foi o sexto candidato mais votado em Belo Horizonte, conquistando seu primeiro mandato eletivo na capital mineira. O caso, que envolve tanto questões familiares quanto suspeitas políticas, ainda aguarda uma posição oficial da PF, que não respondeu às tentativas de contato da imprensa até o momento.
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