Pressão global se intensifica após repressão violenta no Irã e amplia isolamento do regime
Condenações da Europa e dos Estados Unidos reforçam cobrança por direitos civis diante de protestos motivados pela crise econômica
Reprodução/CNN Brasil
A repressão do Irã contra manifestantes que tomaram as ruas do país nas últimas semanas provocou uma escalada de críticas internacionais e ampliou a pressão diplomática sobre o regime teocrático. Segundo autoridades europeias e norte-americanas, a resposta violenta do governo iraniano aos protestos, inicialmente motivados pela crise econômica, representa grave violação de direitos fundamentais e agrava o isolamento político de Teerã.
O movimento ganhou força nos últimos dias com declarações públicas de líderes da União Europeia, de governos nacionais do bloco e dos Estados Unidos, que passaram a cobrar respeito às liberdades civis e o fim da repressão. As manifestações, conforme organismos de direitos humanos, já deixaram dezenas de mortos e milhares de presos.
“Numa tentativa de silenciar a contestação, o encerramento da internet acompanhado de repressão violenta revela um regime com medo do seu próprio povo”, escreveu Kaja Kallas.
Condenações europeias ampliam cerco diplomático
A União Europeia reagiu de forma coordenada aos episódios de violência registrados durante os protestos. De acordo com a Comissão Europeia, o bloco acompanha com preocupação a atuação das forças de segurança iranianas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, da União Democrata Cristã (CDU), afirmou que o bloco “apoia integralmente” os manifestantes e defende o direito à livre expressão.
Na mesma linha, a alta representante da União Europeia para Relações Exteriores, Kaja Kallas, do Partido Reformista da Estônia, classificou como “desproporcional” a resposta do governo iraniano. Conforme a diplomata, qualquer violência contra manifestações pacíficas é inaceitável e contraria compromissos internacionais assumidos pelo país.
França, Alemanha e Reino Unido cobram garantias de direitos
A pressão europeia se intensificou com um comunicado conjunto divulgado pelos principais líderes do continente. O presidente da França, Emmanuel Macron, do partido Renascença, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, da CDU, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, do Partido Trabalhista, condenaram “veementemente” a repressão e o assassinato de manifestantes.
Segundo o texto, as autoridades iranianas têm a responsabilidade de proteger a população e garantir as liberdades de expressão e de reunião pacífica, sem receio de represálias. Para os líderes europeus, a repressão atual representa um retrocesso grave no campo dos direitos humanos.
Ucrânia associa repressão interna à atuação externa do Irã
O posicionamento internacional também incluiu críticas vindas do Leste Europeu. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, sem partido, pediu que a comunidade internacional amplie a pressão sobre Teerã. De acordo com ele, há paralelos entre a repressão interna no Irã e a postura do país no cenário global.
Segundo Sybiha, o apoio iraniano à guerra da Rússia contra a Ucrânia e a opressão dos próprios cidadãos fazem parte da mesma política de violência e desrespeito à dignidade humana, o que exige uma resposta coordenada da comunidade internacional.
Estados Unidos reforçam apoio público aos manifestantes
Nos Estados Unidos, a repressão iraniana também gerou reações imediatas. O presidente Donald Trump, do Partido Republicano, emitiu novo alerta aos líderes iranianos, criticando a condução da crise. Em seguida, o secretário de Estado Marco Rubio, também republicano, declarou que “os Estados Unidos apoiam o bravo povo do Irã”.
As declarações reforçam a posição histórica de Washington de condenação a violações de direitos humanos no país. Conforme autoridades americanas, a repressão apenas aumenta a instabilidade interna e o isolamento diplomático do regime.
Regime endurece discurso e mantém repressão
Enquanto a pressão externa cresce, autoridades iranianas sinalizam que não pretendem recuar. A Guarda Revolucionária afirmou que a proteção da segurança nacional é uma “linha vermelha” e prometeu proteger a propriedade pública. Já as Forças Armadas, subordinadas ao Líder Supremo Ali Khamenei, sem partido, anunciaram que irão “proteger e salvaguardar os interesses nacionais, a infraestrutura estratégica e os bens públicos”.
O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, também adotou tom duro ao afirmar que os processos contra manifestantes serão conduzidos “sem clemência, misericórdia ou apaziguamento”, conforme a agência Tasnim.
Crise econômica impulsiona protestos e amplia desgaste
Os protestos tiveram início a partir do agravamento da crise econômica, segundo analistas e organismos internacionais. De acordo com relatos locais, a inflação e a escassez de produtos básicos levaram milhares de pessoas às ruas. Em seguida, as manifestações passaram a incorporar críticas diretas ao regime islâmico instaurado após a Revolução de 1979.
Dados da Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos indicam que pelo menos 65 pessoas morreram e mais de 2.300 foram presas em menos de duas semanas. Além disso, um relatório da organização Hengaw aponta que quase 2 mil prisioneiros foram executados no Irã apenas em 2025, evidenciando o agravamento do cenário de direitos humanos.
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