Imposto de Renda 2026: novas faixas e alíquotas mudam impacto para trabalhadores e contribuintes de alta renda
Novas regras entram em vigor em janeiro, mas efeitos no bolso só aparecem nos salários pagos a partir de fevereiro
Joédson Alves/Agência Brasil
As novas regras do Imposto de Renda (IR) para 2026 já estão em vigor desde 1º de janeiro, mas os efeitos práticos só começam a ser sentidos pelos trabalhadores a partir do salário pago em fevereiro. A mudança integra a reforma do sistema de tributação da renda anunciada pelo governo federal e traz alterações relevantes tanto para a base da pirâmide quanto para os contribuintes de alta renda.
A principal novidade do Imposto de Renda 2026 é a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual do imposto para rendimentos de até R$ 7.350 mensais. Segundo a Receita Federal, as mudanças beneficiam diretamente a classe média e trabalhadores de menor renda, sem alterar as faixas tradicionais da tabela do IR, que seguem os mesmos valores de 2025. As informações são da Agência Brasil.
Isenção amplia alcance e beneficia milhões de brasileiros
Com a nova regra, passam a ficar totalmente isentos do Imposto de Renda em 2026:
- Trabalhadores com carteira assinada
- Servidores públicos
- Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou de regimes próprios
O benefício vale desde que a renda mensal total não ultrapasse R$ 5 mil. No entanto, a Receita Federal alerta que contribuintes com mais de uma fonte de renda precisarão verificar o ajuste anual, já que a soma dos rendimentos pode gerar imposto a pagar, mesmo que cada valor isoladamente esteja abaixo do limite de isenção.
Redução progressiva para quem ganha até R$ 7.350
Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a reforma instituiu um redutor adicional, aplicado em conjunto com a tabela tradicional do IR. O mecanismo funciona de forma decrescente:
- Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior o desconto
- Quanto mais próxima de R$ 7.350, menor o benefício
- Acima desse valor, não há redução
Essa regra também se aplica ao 13º salário, ampliando o impacto positivo no orçamento dos trabalhadores ao longo do ano.
Redução mensal do imposto em 2026
- Até R$ 5 mil: redução de até R$ 312,89, zerando o imposto
- De R$ 5.000,01 a R$ 7.350:
R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal) - Acima de R$ 7.350,01: sem redução
Tabela mensal do Imposto de Renda segue inalterada
Para rendas superiores a R$ 7.350, continuam valendo as faixas tradicionais do Imposto de Renda mensal:
- Até R$ 2.428,80: isento
- De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: 7,5%
- De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15%
- De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5%
- Acima de R$ 4.664,68: 27,5%
As deduções permanecem as mesmas, conforme definido pela Receita Federal.
Apuração anual também terá isenção e redutor
As mudanças não se restringem ao desconto em folha. Na apuração anual do Imposto de Renda, válida para a Declaração de 2027 (ano-calendário 2026), também haverá benefícios:
- Isenção total para quem ganhar até R$ 60 mil no ano
- Redução progressiva para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200
- Acima desse valor, não há desconto adicional
O redutor anual é limitado ao valor do imposto devido e não gera imposto negativo nem restituição extra automática.
Imposto mínimo mira contribuintes de alta renda
Para compensar a perda de arrecadação, a reforma cria o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), voltado aos contribuintes mais ricos. A nova regra atinge quem recebe:
- Acima de R$ 600 mil por ano (R$ 50 mil mensais)
- Alíquota progressiva de até 10%
- Rendimentos acima de R$ 1,2 milhão por ano terão alíquota mínima efetiva de 10%
Segundo estimativa oficial, cerca de 141 mil contribuintes serão impactados pela nova cobrança.
O que entra e o que fica fora do IRPFM
Entram no cálculo:
- salários
- lucros e dividendos
- rendimentos financeiros tributáveis
Ficam fora:
- poupança, Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), fundos imobiliários, Fiagro e outros investimentos incentivados
- heranças e doações
- indenizações por doença grave
- ganhos de capital com imóveis fora da bolsa
- aluguéis atrasados e valores recebidos acumuladamente por decisão judicial
Tributação de dividendos é outra mudança estrutural
A reforma também institui a tributação de dividendos na fonte, com alíquota de 10%, aplicada apenas quando:
- o valor ultrapassar R$ 50 mil por mês
- o pagamento for feito por uma única empresa à pessoa física
A maioria dos investidores não será afetada. A medida mira empresários e sócios que recebiam altos valores isentos. O imposto retido poderá ser compensado na declaração anual.
Dedução permanece e impacto fiscal é elevado
Nada muda nas principais deduções do Imposto de Renda, como dependentes, educação e desconto simplificado. Segundo o governo federal, 16 milhões de contribuintes serão beneficiados, com um custo estimado de R$ 31,2 bilhões, compensado pela nova tributação sobre alta renda e dividendos.
As mudanças consolidam o Imposto de Renda 2026 como uma das maiores reformulações recentes do sistema tributário brasileiro, com efeitos diretos no bolso da classe média e no modelo de arrecadação do Estado.
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