Hugo Motta diz que direita está ‘sem cenário definido’ para 2026 enquanto Lula tem campo político ‘organizado’
Presidente da Câmara aponta maior coesão no campo governista e diz que oposição deve avançar apenas no próximo ano
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou, nesta sexta-feira (19), que a direita brasileira ainda não apresenta um cenário definido para a eleição presidencial de 2026. Segundo ele, ojulgamento de Bolsonaro e decisões recentes da Justiça contribuem para a indefinição no campo oposicionista, enquanto o grupo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silv (PT), aparece hoje mais organizado.
As declarações foram dadas durante um café da manhã com jornalistas na residência oficial da Presidência da Câmara, em Brasília. De acordo com Motta, o atual momento político evidencia uma reorganização mais consistente do campo governista, contrastando com a fragmentação e as incertezas ainda presentes entre os partidos de direita.
“Se você fizer uma leitura hoje, você tem o campo da esquerda organizado em torno do presidente Lula, até diferente do que foram as últimas eleições. Você tinha às vezes o Ciro Gomes disputando a eleição, outras candidaturas na esquerda. Hoje, você não tem mais essa realidade. A esquerda meio que se blocou, que se uniu ali em torno do presidente. Então, o presidente tem o seu campo mais organizado”, disse o deputado Hugo Motta.
Campo governista demonstra maior coesão política
Na avaliação do presidente da Câmara, o cenário atual se diferencia das disputas presidenciais anteriores, quando o campo progressista apresentava maior pulverização de candidaturas. Conforme explicou, em eleições passadas havia concorrentes que disputavam espaço dentro do mesmo espectro ideológico, o que diluía forças e estratégias.
De acordo com Motta, a consolidação em torno do presidente Lula, confere ao governo maior previsibilidade política e fortalece sua posição no debate eleitoral. Para o parlamentar, esse alinhamento tende a influenciar diretamente a dinâmica das articulações ao longo de 2025 e 2026. Segundo ele, enquanto o campo governista avança com maior estabilidade, a oposição ainda enfrenta dificuldades para construir consensos internos e definir uma liderança capaz de unificar o discurso da direita nacional.
Julgamento de Bolsonaro aprofunda indefinição na direita
Ao analisar o cenário oposicionista, Hugo Motta (Republicanos-PB) afirmou que a direita brasileira vive um momento de indefinição, intensificado pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e por decisões judiciais recentes que impactam diretamente o grupo político ligado ao ex-chefe do Executivo.
De acordo com o presidente da Câmara, esses fatores dificultam a consolidação de um nome único para a disputa presidencial e mantêm o campo conservador em compasso de espera. Conforme ressaltou, ainda não há clareza sobre quem efetivamente liderará o projeto da direita em 2026.
“E a direita, diante desse julgamento do presidente Bolsonaro, das recentes decisões, ainda (está) sem um cenário definido sobre quem vai disputar essa eleição. Há essa recente candidatura do senador Flávio Bolsonaro lançada, a perspectiva do Tarcísio, do Ratinho, do Zema, do Caiado”, afirmou o presidente da Câmara.
Lista de nomes reforça fragmentação oposicionista
Durante a conversa com jornalistas, Motta citou possíveis pré-candidatos que hoje circulam no campo da direita. Entre eles estão o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de governadores com projeção nacional, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD); o governador de Minas Gerais pelo Novo, Romeu Zema; e o governador de Goiás, Roberto Caiado (UB).
Para o presidente da Câmara, a multiplicidade de nomes, embora demonstre força política, também evidencia a ausência de definição estratégica. Segundo ele, enquanto não houver uma sinalização clara sobre o papel de Jair Bolsonaro (PL) no processo eleitoral, a tendência é que o campo oposicionista permaneça fragmentado. De acordo com Motta, o posicionamento do ex-presidente será determinante tanto para a unificação da direita quanto para a escolha de um candidato que consiga herdar seu capital político.
Papel de Bolsonaro segue como fator decisivo
Conforme avaliou o presidente da Câmara, o futuro eleitoral da direita passa, inevitavelmente, pela definição do papel que Bolsonaro terá nos próximos meses. Para ele, a ausência de uma diretriz clara do ex-chefe do Executivo mantém partidos e lideranças em expectativa. Segundo o deputado, essa indefinição afeta diretamente as articulações partidárias, o desenho de alianças e até mesmo a estratégia de comunicação dos principais nomes cotados para a disputa presidencial.
“Nessa leitura sobre quem vai disputar a eleição pela direita, ainda há uma indefinição ali, de como vai ser o posicionamento do presidente Bolsonaro”, afirmou Hugo Motta (Republicanos-PB).
Hugo Motta projeta definições no início de 2026
Apesar do quadro ainda nebuloso, Hugo Motta avalia que o cenário deve começar a se definir a partir do início de 2026. Conforme afirmou, esse será o momento em que os partidos, sobretudo os de centro, intensificarão as negociações e tomarão decisões mais concretas.
De acordo com o parlamentar, essas legendas terão papel central na configuração final do tabuleiro eleitoral, influenciando tanto o campo governista quanto o oposicionista. Para ele, o movimento dessas siglas será decisivo para a formação de alianças e para a consolidação das candidaturas presidenciais.
“Penso que isso aí deve começar a ser definido no início do ano. E, a partir daí, eu penso que os presidentes dos partidos, principalmente os partidos de centro, irão tomar as decisões, na minha avaliação, olhando um pouco esse cenário”, afirmou.
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