Portos da Bahia superam 10,8 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e outubro de 2025
Porto de Salvador liderou a movimentação no período, com 5,7 milhões de toneladas de cargas
Divulgação/Codeba
A Bahia registrou, entre janeiro e outubro de 2025, a movimentação de mais de 10,8 milhões de toneladas de cargas nos portos administrados pela Autoridade Portuária Federal, segundo dados de balanço divulgados pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba). O volume acumulado ao longo do período consolida o desempenho operacional dos terminais sob gestão federal no estado, mantendo a Bahia em posição relevante no cenário logístico nacional.
Os melhores resultados mensais do ano foram observados em julho e agosto, quando a movimentação superou 1,2 milhão de toneladas em cada mês. De acordo com a Codeba, os dois períodos concentraram os maiores volumes registrados em 2025 até o momento, contribuindo de forma significativa para o total acumulado no intervalo analisado.
Presidente da Codeba destaca investimentos no setor portuário
O presidente da Codeba, Antonio Gobbo, atribuiu os números aos investimentos realizados no setor portuário como parte de uma política de governo voltada ao desenvolvimento social. Segundo ele, o governo federal entende a “importância do setor logístico para o desenvolvimento nacional e para a economia”.
“Os investimentos que vêm sendo feitos para melhorar e ampliar a infraestrutura portuária, a integração com transportes complementares, a tecnologia e a segurança, garantem maior fluidez e tornam os portos baianos mais competitivos. É mais trabalho, geração de emprego e renda e, sem dúvidas, novas oportunidades de desenvolvimento social para o povo brasileiro”, destacou.
Entre os complexos administrados pela Companhia, o Porto de Salvador liderou a movimentação no período, com 5,7 milhões de toneladas de cargas. Na sequência aparece o Porto Aratu-Candeias, com 5,0 milhões de toneladas, enquanto o Porto de Ilhéus registrou a movimentação de 165.367 toneladas entre janeiro e outubro de 2025.
De acordo com a Codeba, os dados apresentados estão associados ao fortalecimento das operações portuárias e à organização logística dos terminais baianos, que mantêm papel estratégico na movimentação de cargas do estado e do país.
Gobbo nega privatização após rumores
Diante do rumor sobre uma possível entrega do controle dos portos da Baía de Todos-os-Santos à iniciativa privada, Antonio Gobbo negou, em outubro, qualquer projeto de privatização em andamento e afirmou que o futuro da estatal segue alinhado à estratégia do governo federal de valorização do setor portuário.
Segundo Gobbo, o debate sobre privatização da Codeba é fruto de um estudo realizado ainda em 2022, durante outra gestão, quando os portos sofriam com baixa eficiência operacional. Na época, a alternativa da concessão integral parecia viável diante do desempenho financeiro negativo. Hoje, no entanto, o cenário mudou: a estatal se tornou lucrativa, distribui dividendos a seus acionistas e garante participação nos lucros a seus empregados.
“Então, é uma companhia diferente daquela que orientou aqueles estudos. Os estudos oferecidos à consulta pública deverão ser completamente revisados e atualizados em seus aspectos técnicos, para que se enquadrem nessa nova diretriz e a Codeba está apresentando suas considerações e contribuições de forma propositiva, no ambiente da consulta pública, que é o fórum adequado para tal”, disse o presidente.
Com a mudança de governo e da orientação estratégica nacional, a proposta de venda da Codeba perdeu espaço. A política atual para o setor portuário não é a privatização, mas sim a valorização dos ativos públicos, visando contratos mais vantajosos e sustentáveis. Isso significa que os estudos técnicos elaborados anteriormente serão revisados e atualizados para refletir essa nova diretriz.
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