Kiki Bispo critica PT e aliados por silêncio diante de reajuste de até 8,44% no transporte intermunicipal: ‘Hipocrisia’
Líder do governo na Câmara de Salvador critica silêncio da oposição diante do aumento autorizado pela Agerba
Valdomiro Lopes/CMS
O vereador e líder do Governo na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União Brasil), criticou duramente, nesta sexta-feira (16), a postura do PT e de seus aliados após a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (Agerba) autorizar um aumento de até 8,44% nas passagens de ônibus intermunicipais.
Em tom incisivo, o líder da maioria na CMS classificou o silêncio da oposição como um “retrato da hipocrisia”, apontando que os mesmos parlamentares que questionaram o reajuste municipal de 5% agora se calam diante de um índice maior imposto pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT).
“Agora, estão calados diante do aumento nos ônibus intermunicipais autorizado pelo governo Jerônimo. É sempre assim com a turma do PT: dois pesos, duas medidas. Retrato da hipocrisia”, afirmou Kiki.
Kiki questiona reajuste no dia da Lavagem do Bonfim
A principal queixa de Kiki Bispo reside na incoerência discursiva. Segundo o vereador, nas últimas semanas, sindicalistas e vereadores licenciados do PT ocuparam espaços na mídia para atacar o reajuste da capital, mas ignoraram o decreto publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quinta-feira.
Para o parlamentar, a escolha do dia 15 de janeiro para a divulgação do “tarifaço” foi estratégica para que o tema passasse despercebido em meio aos festejos religiosos, evidenciando uma tentativa de “esconder” o impacto financeiro para a população.
“Isso sim é agir na calada da noite, pegando de surpresa o povo e tentando fazer com que o aumento passasse despercebido”, criticou.
Vereador aponta sucateamento do transporte intermunicipal
Kiki Bispo também aproveitou o episódio para comparar a qualidade dos serviços prestados pela prefeitura e pelo estado. Segundo ele, enquanto Salvador investe em ônibus elétricos e na renovação da frota com ar-condicionado, o sistema gerido pelo governo estadual vive um processo de “sucateamento”.
“No Estado, o transporte metropolitano está sendo sucateado e os ‘manifestantes’ de plantão ficam calados. Fica muito óbvio que a oposição não está preocupada com a população, agem apenas em prol dos seus interesses eleitoreiros”, criticou o líder da maioria na Câmara de Salvador.
Jerônimo rebate críticas e diz que ajustes foram ‘ponderados’
Em resposta às pressões, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) defendeu a medida durante agenda pública nesta sexta-feira. O chefe do Executivo estadual argumentou que a decisão não foi política, mas técnica, baseada em cláusulas contratuais de reequilíbrio financeiro das empresas que operam o sistema. Segundo o petista, houve um esforço para que o impacto não fosse maior.
“A Agerba fez os estudos e o contrato foi cumprido. Eu pedi, inclusive, que fossem ponderados os valores para que não houvesse um reajuste que castigasse os usuários”, justificou o governador.
Ele também pontuou a diferença entre as esferas, afirmando que o transporte intermunicipal segue uma lógica de custos de longa distância e manutenção diferenciada da frota metropolitana, tentando isolar a crítica de Kiki Bispo ao âmbito estritamente municipal.
Reajuste passa a valer neste sábado
As tarifas sofrem alteração automática a partir deste sábado (17). O reajuste impacta milhares de baianos que dependem das linhas para trabalhar ou viajar entre cidades. Entenda a divisão dos reajustes praticados pela Agerba:
- 6,28%: Aplicado às linhas de longa distância e ao transporte da RMS (Região Metropolitana de Salvador) que opera via terminais rodoviários.
- 8,44%: Aplicado às linhas semiurbanas situadas fora da região metropolitana.
- 5,17%: Reajuste na tarifa de embarque cobrada nos terminais.
A agência reguladora alega que a correção é necessária devido à inflação do período e ao aumento de insumos básicos, como o diesel e peças de reposição para os veículos.
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