Forrozeiros pressionam gestores por regras que priorizem artistas locais nas programações juninas
Artistas de forró e representantes da cultura popular baiana se reunirão, nesta quinta-feira (5), com a direção da UPB para apresentar proposta de valorização
Divulgação
Artistas de forró e representantes da cultura popular baiana se reúnem nesta quinta-feira (5), a partir das 11h, com a direção da União dos Municípios da Bahia (UPB), em Salvador, para apresentar uma proposta voltada à valorização de artistas locais nas festas de São João realizadas pelos municípios do estado. O encontro ocorre na sede da entidade, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB).
A reunião contará com a presença do presidente da UPB e prefeito de Andaraí, Wilson Cardoso (PSD), e integra uma mobilização do setor artístico após debates públicos envolvendo o aumento dos cachês e a predominância de atrações de fora da Bahia nas programações juninas financiadas com recursos públicos. Os artistas defendem a construção de um entendimento institucional que fortaleça a economia criativa local e preserve a identidade cultural das festas juninas.
Proposta prevê mínimo de artistas baianos nas programações
Munidos de instrumentos musicais, os forrozeiros pretendem dialogar com prefeitos, órgãos de controle e instituições públicas para sensibilizar sobre a aprovação de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). A proposta estabelece que, pelo menos, 50% das atrações das programações juninas sejam compostas por artistas baianos de forró, considerando tanto o número de contratações quanto, de forma preferencial, o volume de recursos investidos.
O documento também defende critérios mais claros e públicos para a contratação de artistas, com a divulgação prévia das grades de atrações e dos valores pagos, além do cumprimento das legislações que regem as contratações públicas nos municípios.
Insatisfação do setor motivou articulação coletiva
A iniciativa surge a partir da insatisfação crescente de artistas e produtores culturais com a ocupação majoritária das grades juninas por atrações externas à Bahia. Segundo os organizadores, essa prática tem sido recorrente em eventos realizados com recursos públicos, o que reduz o espaço de artistas locais em uma das principais manifestações culturais do estado.
O movimento sustenta que o São João é um importante motor de geração de emprego e renda, envolvendo músicos, técnicos, produtores, costureiras, montadores e diversos outros trabalhadores da cadeia cultural. Para os participantes da mobilização, fortalecer a presença de artistas baianos contribui para a circulação de renda nos próprios municípios e para a preservação da identidade cultural regional.
Movimento cobra monitoramento e participação de órgãos de controle
Entre os pontos centrais da proposta apresentada à UPB está o monitoramento do cumprimento do TAC por parte do Ministério Público da Bahia (MP-BA) e do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM). A medida busca garantir transparência, segurança jurídica e equilíbrio no uso dos recursos públicos destinados às festas juninas.
O documento também atribui à UPB o papel de articuladora entre os gestores municipais, orientando prefeitos quanto às boas práticas nas contratações artísticas. Além disso, os coletivos defendem o apoio institucional do Governo do Estado da Bahia, por meio de secretarias e órgãos ligados à cultura, para fortalecer a implementação das diretrizes propostas.
Impactos esperados para a cultura e a economia local
De acordo com os organizadores do movimento, a adoção do TAC pode gerar impactos diretos na valorização do forró e da cultura popular baiana, ampliando oportunidades de trabalho para artistas e profissionais do setor. A expectativa é de que a medida contribua para uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos, além de reduzir conflitos jurídicos relacionados às contratações para o período junino.
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