Expectativa de vida no Brasil subiu para 76,6 anos em 2024, indica novo levantamento do IBGE
Novo levantamento do IBGE mostra ganho de 2,5 meses na média nacional, redução da mortalidade infantil e avanço consistente da longevidade feminina e masculina
Marcelo Camargo/Agência Brasil
A expectativa de vida no Brasil atingiu 76,6 anos em 2024, o maior valor já registrado desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 1940. O dado faz parte da nova Tábua Completa de Mortalidade, divulgada pelo instituto, e mostra que a população brasileira vive, em média, 2,5 meses a mais do que em 2023, quando o indicador era de 76,4 anos. O avanço ocorre após o impacto negativo da pandemia, que reduziu drasticamente a longevidade em 2020 e 2021, e marca retomada consistente das tendências de saúde pública observadas nas últimas décadas.
Para o IBGE, a elevação reflete aumento do acesso a serviços de saúde, expansão das campanhas de vacinação, melhorias no saneamento básico e avanços socioeconômicos. Segundo o instituto, os aumentos de renda, de escolaridade e de domicílios com saneamento adequado também foram determinantes para o ritmo de crescimento observado na longevidade brasileira.
“A queda da mortalidade das crianças do Brasil, ao longo das últimas nove décadas, está associada às campanhas de vacinação em massa, à atenção ao pré-natal, ao aleitamento materno, à ação dos agentes comunitários de saúde e aos programas de nutrição infantil, entre outros fatores”, afirmou o IBGE.
Longevidade cresce entre homens e mulheres
De acordo com o levantamento, a expectativa de vida dos homens passou de 73,1 anos para 73,3 anos, enquanto a das mulheres subiu de 79,7 anos para 79,9 anos. A diferença entre os sexos permanece elevada: brasileiras vivem, em média, 6,6 anos a mais que os brasileiros.
Especialistas em demografia apontam que o padrão se mantém devido ao maior peso das causas externas, como violência e acidentes, entre jovens do sexo masculino. Os dados do IBGE reforçam esse comportamento, com destaque para a sobremortalidade entre homens de 15 a 29 anos.
De 1940 a 2024: salto de mais de 31 anos na expectativa de vida
A comparação histórica mostra como o Brasil ampliou sua média de sobrevivência em ritmo acelerado. Quem nasceu em 1940 tinha expectativa de viver 45,5 anos. Em 2024, o tempo médio de vida ao nascer alcançou 76,6 anos, um aumento de 31,1 anos.
O indicador também cresceu para faixas etárias mais altas. Segundo o IBGE, brasileiros que chegam aos 60 anos vivem, em média:
- 22,6 anos adicionais em 2024
- 13,2 anos adicionais em 1940
Entre aqueles que chegam aos 80 anos, a diferença também impressiona:
- 9,5 anos adicionais para mulheres em 2024 (4,5 anos em 1940)
- 8,3 anos adicionais para homens em 2024 (4 anos em 1940)
Comparação internacional coloca Brasil distante dos países mais longevos
Embora avance de forma contínua, a expectativa de vida brasileira ainda está distante dos países líderes em longevidade. A lista é encabeçada por:
- Mônaco (86,5 anos)
- San Marino (85,8 anos)
- Hong Kong (85,6 anos)
- Japão (84,9 anos)
- Coreia do Sul (84,4 anos)
A distância revela desafios ainda presentes na agenda brasileira, especialmente no enfrentamento a mortes violentas, doenças cardiovasculares e desigualdades regionais.
Mortalidade infantil recua e sobremortalidade masculina segue elevada
Outro destaque do levantamento é a queda da mortalidade infantil. Em 2024, o país registrou: 12,3 mortes para cada mil nascidos vivos, contra 12,5 no ano anterior. O dado representa avanço lento em relação aos patamares de 2000, mas expressivo quando comparado às décadas anteriores. Em 1940, o índice era de 146,6 mortes para cada mil crianças nascidas vivas. A redução está diretamente relacionada a políticas públicas de saúde, como reforçou o IBGE em comunicado.
O estudo destaca que a taxa de sobremortalidade masculina permanece alta, especialmente entre 15 e 29 anos. De acordo com o IBGE, na faixa de 20 a 24 anos, um homem tem 4,1 vezes mais chance de não completar 25 anos do que uma mulher da mesma idade. O fenômeno está relacionado ao processo de urbanização e ao aumento das mortes por causas externas desde os anos 1980.
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