Eleição interna do PT na Bahia é contestada após denúncia de votos com nomes de mortos
Chapa derrotada aponta presença de eleitores falecidos em cidades, como Camaçari e Barro Preto, e questiona condução do processo
Lula Marques/Agência PT
Dias após a votação e divulgação do resultado das eleições internas do Partido dos Trabalhadores (PT), integrantes da chapa intitulada Partido Forte, protocolaram um pedido de impugnação do processo eleitoral, alegando irregularidades graves nos municípios de Camaçari e Barro Preto, vencidas por Kaique Ara e Jonathas Guimarães respectivamente. Segundo a chapa, entre os votantes estavam nomes de falecidos.
Entre os episódios relatados pela chapa Partido Forte, está a inclusão de ao menos cinco nomes de pessoas falecidas na lista de votantes em Camaçari, além de outro caso semelhante em Barro Preto. Os membros da chapa afirmam ter reunido documentos, como atestados de óbito, que comprovariam a fraude. Um dos casos mencionados é o do sindicalista Crispim Carvalho da Hora, falecido em 2016, cujo nome consta na lista de assinaturas registradas durante o processo.
A direção estadual do PT, segundo a denúncia, teria tomado conhecimento da situação e anulado os votos atribuídos a falecidos, mas ainda assim manteve a validade da eleição nos municípios citados. A decisão gerou insatisfação entre os denunciantes, que prometem recorrer às instâncias superiores do partido para reverter a homologação do pleito.
Votação sob críticas e tumultos
Em nota, o diretório do PT em Camaçari reagiu às acusações e defendeu a lisura do Processo de Eleição Direta (PED). O documento afirma que o evento foi marcado por grande mobilização, realizado no Sindicato dos Professores local, e que as regras e orientações nacionais foram integralmente respeitadas pela Comissão Organizadora Eleitoral (COE).
De acordo com o texto, devido a chuva, aglomeração e o espaço mal iluminado, onde aconteceu a votação, ocorreram erros pontuais como assinaturas fora do local correto ou rubricas que ocuparam mais de uma linha. Entretanto, o diretório municipal descartou qualquer possibilidade de fraudes nas eleições partidárias. A nota ainda acusa o ex-prefeito do município e afirma que acionou o jurídico.
“Refutamos qualquer narrativa opositora que tente macular o nosso processo eleitoral, usando imprensa chapa branca, aliada do ex-prefeito de Camaçari, que tentou deslegitimar nosso partido e o nosso processo eleitoral, inclusive propagando fake news, calúnias e difamações. Por esse motivo, acionaremos nosso corpo jurídico para tomar as medidas cabíveis”, declarou.
Judicialização e denúncias em outras cidades
Além dos casos envolvendo mortos como eleitores, a chapa Partido Forte também denuncia outros episódios, como a duplicidade de páginas de votação e falsificação de assinaturas em Itabuna, onde foram registradas 91 listas supostamente irregulares. A cidade também é palco de disputa judicial, envolvendo a petista Nina Germano, que teve sua candidatura ao diretório municipal anulada por inadimplência, mas obteve decisão favorável na Justiça, que garantiu sua permanência no processo eleitoral.
Em Feira de Santana, um outro pré-candidato também acionou o Judiciário por razões semelhantes, alegando irregularidades em sua exclusão do pleito local.
Acusações contra Tássio Brito
Eleito como novo presidente do PT na Bahia, Tássio Brito, da tendência Esquerda Popular Socialista (EPS) e apoiado pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), conquistou 73% dos votos, superando a candidatura do ex-dirigente Jonas Paulo, da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), que obteve cerca de 20%. O pleito envolveu mais de 42 mil filiados e está sendo duramente questionado por adversários internos, que apontam “fraude generalizada” e um “vale-tudo eleitoral”.
O Portal M! entrou em contato com o PT Bahia e com o atual presidente da sigla, Éden Valadares, e não obteve resposta até o momento. Segundo sua assessoria, o dirigente partidário está em Brasília, para uma série de reuniões com o diretório nacional, mas que a legenda, ainda nesta quarta-feira (16), irá se posicionar sobre a situação.
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