Desemprego atinge 5,1% em dezembro e mercado de trabalho tem melhor resultado desde 2012
Dados do IBGE apontam recordes de ocupação, avanço do emprego formal e crescimento da renda média dos trabalhadores
Divulgação/Agência Brasil
O mercado de trabalho brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos. Dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), apontam que a taxa de desocupação ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o menor nível de toda a série histórica, iniciada em 2012.
O resultado confirma uma trajetória consistente de melhora ao longo do ano. No trimestre encerrado em novembro, o desemprego estava em 5,2%, enquanto no mesmo período de 2024 a taxa era de 6,2%. Com isso, o índice anual médio de desocupação caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025, também o melhor patamar já registrado pelo levantamento.
Menor contingente de desempregados da série histórica
A queda da taxa de desocupação foi acompanhada por uma redução expressiva no número absoluto de pessoas em busca de trabalho. Segundo o IBGE, a população desocupada somou 5,503 milhões de pessoas no trimestre até dezembro, o menor contingente de toda a série histórica da Pnad Contínua.
Na comparação com o trimestre encerrado em setembro, houve uma redução de 542 mil pessoas no número de desempregados, ao mesmo tempo em que 565 mil trabalhadores foram absorvidos pelo mercado de trabalho. Parte desse movimento também foi influenciada pelo aumento da população inativa, que cresceu em 313 mil pessoas no período, totalizando 66,246 milhões de brasileiros fora da força de trabalho.
Ocupação bate recorde e atinge quase 103 milhões
O avanço do emprego levou a população ocupada a um novo recorde. No trimestre encerrado em dezembro, 102,998 milhões de pessoas estavam ocupadas no país, o maior número já registrado pela pesquisa.
Com isso, o nível da ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas ocupadas em relação à população em idade de trabalhar alcançou 58,9%, outro patamar inédito desde o início da série histórica. Os dados refletem um cenário de forte aquecimento do mercado de trabalho, com ampliação das oportunidades em diferentes segmentos da economia ao longo de 2025.
Emprego com carteira assinada alcança novo recorde
Um dos principais destaques do levantamento é o avanço do emprego formal. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39,409 milhões no trimestre até dezembro, estabelecendo um novo recorde histórico.
Em relação ao trimestre anterior, foram criadas 179 mil vagas formais, enquanto na comparação anual o crescimento foi de 939 mil trabalhadores. No consolidado de 2025, o total médio de pessoas com carteira assinada alcançou 38,9 milhões, representando uma expansão de cerca de 1 milhão de vínculos formais em relação a 2024.
Além disso, o número de trabalhadores por conta própria atingiu 26,109 milhões, também o maior já registrado, enquanto o emprego no setor público somou 13,004 milhões de pessoas, outro recorde da série. Já o contingente de empregados sem carteira assinada no setor privado ficou em 13,565 milhões, indicando estabilidade com leve retração em relação ao ano anterior.
Renda média do trabalhador avança em 2025
O fortalecimento do mercado de trabalho também se refletiu nos rendimentos. A renda média real habitual dos trabalhadores foi estimada em R$ 3.613 no trimestre encerrado em dezembro, o que representa um crescimento de 5,0% em comparação com o mesmo período de 2024. No consolidado do ano, a renda média mensal ficou em torno de R$ 3.560, com alta de 5,7%, o equivalente a um ganho real de aproximadamente R$ 192 por trabalhador.
Esse avanço contribuiu para o aumento da massa de renda real habitual, que somou R$ 367,6 bilhões no trimestre até dezembro, com crescimento de 6,4% na comparação anual. O indicador mede o total de recursos pagos aos trabalhadores ocupados e é considerado um termômetro importante do consumo das famílias.
Informalidade recua, mas segue relevante
Apesar dos recordes no emprego formal, a informalidade ainda ocupa papel significativo no mercado de trabalho brasileiro. Em 2025, a taxa anual de informalidade caiu de 39% para 38,1%, sinalizando uma melhora gradual na qualidade das ocupações.
O IBGE destaca que esse percentual continua elevado devido a características estruturais da economia, especialmente pela forte presença de trabalhadores informais no comércio e em segmentos do setor de serviços, mesmo em atividades mais complexas.
Como funciona Pnad Contínua
A Pnad Contínua investiga o mercado de trabalho da população com 14 anos ou mais, considerando todas as formas de ocupação, como emprego com ou sem carteira assinada, trabalho temporário, doméstico e por conta própria. Pelos critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que procurou efetivamente trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
A maior taxa de desemprego já registrada pela série foi de 14,9%, observada nos trimestres encerrados em setembro de 2020 e março de 2021, durante o período mais crítico da pandemia de covid-19.
Diferença entre Pnad e Caged
Os dados da Pnad são divulgados um dia após o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Enquanto a Pnad considera todas as formas de ocupação, o Caged acompanha apenas empregos com carteira assinada.
Em dezembro, o Caged registrou saldo negativo de 618 mil vagas formais, reflexo de desligamentos típicos do fim do ano. No entanto, no acumulado de 2025, o saldo foi positivo em quase 1,28 milhão de postos com carteira assinada, reforçando o cenário de forte geração de emprego formal ao longo do ano.
No conjunto, os indicadores confirmam que 2025 marcou o melhor desempenho do mercado de trabalho brasileiro desde 2012, com desemprego em mínima histórica, renda em alta e recordes de ocupação e formalização.
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