Arthur Maia critica taxação de Trump e diz que medida fere princípios de independência: ‘afronta à soberania do Brasil’
Deputado federal critica medida dos EUA e diz que Brasil não deve se submeter à pressões externas
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
O deputado federal Arthur Maia (União-BA) se posicionou com veemência, nesta quarta-feira (16), contra a tarifa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele classificou a decisão do presidente Donald Trump como injusta, desproporcional e ofensiva à soberania nacional.
O parlamentar afirmou que a medida representa mais do que um embate econômico, colocando em risco os princípios de independência entre as nações. Ele também reagiu às justificativas dadas por autoridades americanas, que associaram a taxação a ações do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Essa taxação arbitrária não representa apenas uma guerra fiscal e econômica; é uma afronta à soberania do Brasil. O mais grave são os motivos declarados pelo presidente americano”, declarou Maia em vídeo.
Deputado questiona tentativa de influência sobre o STF
Arthur Maia destacou que não é razoável imaginar que o Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto instituição independente, vá ceder a pressões externas. Segundo ele, acreditar que o presidente Lula possa influenciar o Supremo para satisfazer interesses de uma potência estrangeira revela um desrespeito às estruturas democráticas do país.
Mesmo com histórico de apoio ao liberalismo e à liderança dos Estados Unidos durante a Guerra Fria, Maia disse lamentar que o governo americano, sob a gestão de Trump, esteja se afastando de sua tradição de liderança para adotar “postura isolacionista e beligerante”. Para o deputado, isso enfraquece o papel dos EUA no cenário internacional e prejudica as relações bilaterais.
Arthur Maia critica submissão de políticos brasileiros
Ao longo do pronunciamento, o parlamentar também reprovou a postura de líderes brasileiros que demonstraram apoio à medida americana. Ele considerou preocupante que setores políticos do país estejam dispostos a abrir mão da autonomia nacional diante de interesses externos.
“Fico pasmo quando ouço compatriotas afirmarem que o Brasil deve ceder porque o Trump quer. Isso não é defender o Brasil”, disse o deputado, reafirmando seu compromisso com a independência das instituições.
EUA admitem motivação política por trás da tarifa
O subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, afirmou, por meio de uma publicação, que a tarifa anunciada por Trump foi uma resposta às ações de Lula e Moraes. Segundo ele, trata-se de uma “consequência há muito esperada” contra supostos ataques à liberdade de expressão e ao comércio americano.
A mensagem foi reforçada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que traduziu e divulgou a postagem, conferindo caráter institucional à fala. Para analistas, o gesto escancara o caráter político da medida tarifária e amplia o tom de tensão nas relações diplomáticas entre os dois países.
Governo brasileiro aciona Lei da Reciprocidade
Diante da medida americana, o governo federal reagiu com um decreto publicado no Diário Oficial da União, regulamentando a Lei da Reciprocidade Comercial, aprovada pelo Congresso Nacional em abril. A norma cria um comitê interministerial responsável por avaliar e propor retaliações comerciais a países que adotem barreiras unilaterais contra o Brasil.
Assinada pelo presidente Lula na segunda-feira (14), a iniciativa busca fortalecer o arsenal jurídico brasileiro frente a medidas protecionistas. O comitê será liderado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), com apoio das pastas da Fazenda, Relações Exteriores e Casa Civil.
Tarifa entra em vigor em agosto e pode impactar negociações
A sobretaxa imposta pelos EUA deve entrar em vigor no dia 1º de agosto, afetando diretamente setores exportadores brasileiros. A decisão, que ganhou contornos políticos, também repercute em tratativas internas relacionadas à crise institucional envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo o subsecretário Beattie, a carta enviada por Trump ao governo brasileiro critica o julgamento de Bolsonaro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), classificando-o como “uma caça às bruxas” e “desgraça internacional”.
A escalada de tensões ainda pode impactar acordos em discussão entre aliados de Bolsonaro e autoridades brasileiras. Para influenciadores nos EUA, como Paulo Figueiredo, a movimentação enfraquece tentativas de obter anistia para investigados nos atos de 8 de janeiro.
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