Nelson Leal afirma que gestão Jerônimo inicia 2026 em cenário mais crítico na Bahia

Deputado do PP avalia que problemas estruturais se agravaram no quarto ano de governo


Daniel Freitas
Daniel Freitas 11/01/2026 19:30 • PolíticaSem categoria
Nelson Leal afirma que gestão Jerônimo inicia 2026 em cenário mais crítico na Bahia - Agência AL-BA
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O deputado estadual Nelson Leal (PP) avaliou neste domingo (11), que o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) inicia 2026 em um contexto mais desfavorável do que no início do mandato, com agravamento de problemas históricos da Bahia. A análise foi feita no início do quarto ano da gestão e envolve críticas às áreas de segurança pública, saúde e infraestrutura, além de questionamentos sobre o cumprimento de compromissos assumidos durante a campanha eleitoral.

Segundo o parlamentar, o atual governo não conseguiu transformar promessas em resultados concretos e aprofundou dificuldades estruturais do estado. Na avaliação apresentada, há um entendimento de que a administração estadual enfrenta limitações de gestão, refletidas na condução das políticas públicas e na execução de obras estratégicas.

Segurança pública é apontada como principal fator de desgaste

Entre os pontos centrais da crítica está a situação da segurança pública. Nelson Leal afirma que a Bahia permanece em posição de destaque nos rankings nacionais de homicídios, indicando que os índices de violência continuam elevados.

“A Bahia continua liderando os rankings nacionais de homicídios, com facções dominando territórios, impondo medo à população e executando trabalhadores inocentes. O governo assiste a tudo isso sem apresentar uma estratégia eficaz. A sensação de insegurança só aumenta”, afirmou.

Na avaliação do deputado, há uma percepção de que facções criminosas ampliaram o domínio territorial, exercendo influência direta sobre comunidades, o que resulta em aumento do medo da população e em ocorrências que atingem inclusive trabalhadores sem envolvimento com a criminalidade. Para ele, o governo estadual não apresentou uma estratégia considerada eficaz para enfrentar o problema, o que contribui para a sensação crescente de insegurança em diferentes regiões do estado.

Crise na saúde e fila da regulação são citadas como símbolos da gestão

Outro eixo de crítica é a saúde pública, especialmente a fila da regulação, mecanismo que organiza o acesso da população a consultas, exames e cirurgias na rede estadual. Nelson Leal sustenta que o sistema se tornou um símbolo das dificuldades enfrentadas pelo setor.

De acordo com o deputado, há registros diários de pessoas aguardando atendimento, muitas delas em condições consideradas graves, o que evidencia, em sua avaliação, a fragilidade da estrutura de assistência. Ele aponta que a demora nos encaminhamentos impacta diretamente a vida da população e reforça a percepção de crise permanente na saúde estadual.

Infraestrutura concentra críticas e dados sobre obras paralisadas

Na área de infraestrutura, Nelson Leal destacou o baixo ritmo de execução de obras e citou dados oficiais. Conforme informações do Painel de Acompanhamento de Obras Paralisadas do Tribunal de Contas da União (TCU), 926 das 1.770 obras existentes na Bahia estão paralisadas.

Esses empreendimentos representam cerca de R$ 1,5 bilhão em investimentos já recebidos. Entre eles, estão projetos de grande impacto, como a Ponte Salvador–Itaparica, a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), além de intervenções nas BRs 324 e 116. O levantamento aponta ainda que apenas 48% das obras em andamento possuem frentes de trabalho ativas.

“Promessas como a Ponte Salvador-Itaparica nunca saíram do papel. As estruturas do antigo centro de convenções estão em péssimas condições e diversos equipamentos públicos permanecem abandonados. Obras anunciadas há décadas, como a Fiol e o Porto Sul, seguem sem conclusão. O governo não consegue transformar anúncio em entrega”, criticou.

Para o parlamentar, é possível encontrar canteiros espalhados pelo estado, porém, sem avanço visível, o que reforça a avaliação de que a gestão enfrenta dificuldades na condução e finalização dos projetos.

Projetos antigos e equipamentos públicos entram no debate

Leal também relaciona o cenário atual a obras anunciadas há décadas e ainda não concluídas, como a Fiol e o Porto Sul, além da própria Ponte Salvador–Itaparica, que segue sem sair do papel. Outro ponto citado é a situação das estruturas do antigo Centro de Convenções de Salvador, descritas como em condições precárias, além da existência de equipamentos públicos abandonados.

Na visão do deputado, o conjunto desses fatores demonstra dificuldade do governo em transformar anúncios em entregas efetivas, o que comprometeria a credibilidade das ações apresentadas ao longo dos últimos anos.

Avaliação política e percepção de gestão “mediana”

Nelson Leal também menciona que a avaliação de um desempenho mediano do governo não se restringe à oposição. Segundo ele, aliados do governador, a exemplo do senador Jaques Wagner (PT), já classificaram a gestão nesses termos.

“Jerônimo é visto até por seus aliados como um governador mediano. Isso se reflete na prática: falta liderança, falta capacidade de decisão e sobra improviso. Ele já mostrou que não tem condições de enfrentar os desafios complexos da Bahia”, afirmou

Para o deputado, essa percepção se reflete na prática administrativa, que ele associa a falta de liderança, dificuldade de tomada de decisões e improvisação diante dos desafios do estado. Na leitura apresentada, tais fatores limitariam a capacidade do governo de enfrentar problemas complexos, como violência, gargalos na saúde e entraves estruturais.

Deputado aponta cenário de retrocesso no início de 2026

Ao projetar o início de 2026, Nelson Leal avalia que a Bahia vive um processo de retrocesso, marcado por níveis elevados de violência, serviços públicos em crise e ausência de uma perspectiva clara de superação dos problemas.

“Jerônimo começa 2026 pior do que quando assumiu. A Bahia está mais violenta, com serviços públicos em crise e sem perspectiva clara. O povo baiano esperava avanço e melhoria, mas enfrenta um governo mediano que vem piorando a situação da Bahia e dos baianos”, declarou.

Para o parlamentar, o conjunto dos dados e das situações observadas aponta para um governo classificado como mediano, que, em sua avaliação, não conseguiu reverter dificuldades históricas nem apresentar soluções consistentes para os desafios atuais da Bahia.

Daniel Freitas

Daniel Freitas

Formado em jornalismo pela Universidade Salvador (Unifacs), é apaixonado por esportes, com experiência em assessoria de imprensa. Chegou à equipe do Portal Muita Informação em 2024 com uma vontade imensa de aprender e agregar.

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