Europa reage a tarifas anunciadas por Trump e Macron defende uso de mecanismo anti-coerção
Presidentes e primeiros-ministros reagem à taxação anunciada pelos EUA, enquanto Emmanuel Macron defende retaliação comercial da União Europeia.
Instagram/@emmanuelmacron
Governos europeus reagiram com críticas ao anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 10% a oito países do continente a partir do próximo mês. A medida, segundo a Casa Branca, seria uma resposta à oposição europeia ao controle americano da Groenlândia.
De acordo com o Estadão, estão na lista anunciada por Trump Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia. Ainda não está claro se as tarifas seriam aplicadas individualmente ou se poderiam atingir a União Europeia como um todo.
Macron ameaça reação da União Europeia
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que pedirá à União Europeia a ativação do chamado instrumento anti-coerção caso os Estados Unidos confirmem a imposição das tarifas. A informação foi divulgada por integrantes da equipe presidencial neste domingo (18).
O mecanismo, criado recentemente pela UE e nunca utilizado até agora, permite ao bloco adotar medidas de retaliação, como restrições à importação de bens e serviços de países considerados responsáveis por práticas comerciais coercitivas. No meio diplomático europeu, o instrumento é frequentemente apelidado de “bazuca” comercial.
Tensão diplomática e alianças em risco
A ameaça tarifária representa um novo ponto de tensão nas relações entre os Estados Unidos e seus aliados europeus. Trump indicou que a taxação seria uma retaliação ao envio de tropas simbólicas de países europeus à Groenlândia.
Governos do continente, por sua vez, afirmam que a movimentação militar ocorreu após pedidos do próprio governo americano para reforçar a segurança no Ártico, região considerada estratégica diante do aumento das disputas geopolíticas e da presença russa.
Reações oficiais dos países afetados
Dinamarca
O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, afirmou que há consenso entre aliados sobre a necessidade de reforçar a segurança no Ártico. “É exatamente por isso que nós e os parceiros da Otan estamos intensificando nossas ações com total transparência junto aos nossos aliados americanos”, declarou.
Noruega
O primeiro-ministro Jonas Gahr Støre afirmou que “ameaças não têm lugar entre aliados” e reforçou que a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca, com apoio pleno da Noruega à soberania dinamarquesa.
Suécia
O premiê sueco Ulf Kristersson disse que o país não aceitará pressões. “Não nos deixaremos chantagear. Esta é uma questão da UE que diz respeito a muitos mais países do que aqueles que agora estão sendo destacados”, afirmou.
França
Macron afirmou que “nenhuma intimidação ou ameaça” influenciará as decisões francesas. “As ameaças tarifárias são inaceitáveis e não têm lugar neste contexto”, escreveu o presidente francês.
Alemanha
O porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, afirmou que Berlim está em coordenação com parceiros europeus e que as respostas serão definidas em conjunto.
Reino Unido
O primeiro-ministro Keir Starmer declarou que a Groenlândia pertence ao Reino da Dinamarca e que a segurança do Ártico é uma responsabilidade coletiva da Otan. “Aplicar tarifas a aliados por buscarem segurança coletiva é completamente errado”, afirmou.
Holanda
O chanceler holandês David van Weel classificou a medida como inadequada. “Não somos a favor do uso de tarifas comerciais em situações que nada têm a ver com comércio”, disse.
Finlândia
O presidente Alexander Stubb afirmou que questões entre aliados devem ser resolvidas por meio do diálogo. “As tarifas prejudicariam a relação transatlântica e poderiam iniciar uma espiral perigosa”, alertou.
Histórico recente de tensões comerciais
O anúncio de Trump ocorre em meio a uma escalada de medidas protecionistas adotadas por Washington. Nos últimos dias, o presidente americano também anunciou um tarifaço de 25% contra países que mantêm relações comerciais com o Irã, medida que ameaça diretamente interesses econômicos de nações como o Brasil.
A estratégia tem sido interpretada por analistas como uma tentativa de usar tarifas não apenas como instrumento econômico, mas também como ferramenta de pressão política e diplomática.
Macron e a projeção internacional da França
A postura firme adotada por Macron ocorre poucos meses após o presidente francês reforçar sua agenda internacional durante visita oficial ao Brasil. Em novembro do ano passado, Macron esteve em Salvador, onde participou da abertura do Festival Nosso Futuro Brasil-França: Diálogos com a África.
Na ocasião, o presidente destacou a importância histórica das relações entre França, Brasil e África, defendendo cooperação cultural, diplomática e política entre os países.
O contraste entre o tom conciliador adotado no Brasil e a postura dura diante das tarifas americanas reflete o esforço da França em se posicionar como uma das principais vozes da União Europeia no cenário internacional.
Próximos passos
A expectativa é que a União Europeia discuta o tema nos próximos dias, avaliando se haverá resposta conjunta às tarifas anunciadas por Trump. Caso o instrumento anti-coerção seja acionado, o episódio pode marcar um novo capítulo nas relações comerciais e diplomáticas entre EUA e Europa.
Especialistas alertam que uma escalada de retaliações pode gerar impactos não apenas regionais, mas também sobre o comércio global e a estabilidade das alianças ocidentais.
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