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Bahia é 7º estado em diagnóstico de câncer infantojuvenil

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Estado teve 2.348 casos confirmados de 2013 a novembro de 2019 em pacientes entre zero e 19 anos

“A detecção precoce do câncer infantil é fundamental para o tratamento e cura e passa pela sistematização das consultas com o pediatra”. A orientação é da presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), a baiana Luciana Silva, ao comentar o alerta da sociedade de que, por dia, mais de 20 crianças e adolescentes entre zero e 19 anos  são diagnosticadas com câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS).  

Ao analisar os dados apresentados pelas secretarias estaduais de Saúde ao Painel de Monitoramento do Tratamento Oncológico (Painel-Oncologia), do Ministério da Saúde, a SBP identificou que mais de 41 mil crianças e adolescentes receberam resultados positivos de exames para identificar neoplasias entre 2013 e novembro de 2019. A Bahia aprarece na sétima posição, com 2.348 diagnósticos no período. Os estados do topo da lista são São Paulo (8.257), Minas Gerais (4.038), Paraná (2.897), Rio Grande do Sul (2.720), Ceará (2.494) e Pernambuco (2.460). [Ver imagem].

Professora da Universidade Federal da Bahia, a pediatra Luciana Silva chama a atenção para a necessidade do diagnóstico precoce e diz que o câncer é a doença que mais mata nesta faixa etária. “É importante valorizar as queixas das crianças e levá-las regularmente ao pediatra. Na maioria das vezes, elas sinalizam para doenças comuns da infância, mas em alguns casos pode ser uma condição mais séria”, pontua.

Segundo Luciana Silva, o pediatra tem papel essencial no diagnóstico do câncer. Para tanto, considera fundamental que os pais ou responsáveis realizem as consultas pediátricas regulares, visando à identificação precoce da doença. “Nas crianças, geralmente as doenças se apresentam com sintomas inespecíficos, semelhantes aos de transtornos comuns da infância. Isso pode levar a retardo no diagnóstico de câncer. Infelizmente, baseado nos dados dos registros consolidados, muitos pacientes no Brasil ainda são encaminhados aos centros de tratamento com a doença em estágio avançado”, destacou.

A presidente do Departamento Científico de Oncologia da SBP, Denise Bousfield, diz que, ao contrário do que acontece com a população adulta, em crianças e adolescentes, não há evidências científicas, até o momento, de associação clara entre a doença e fatores ambientais. Além disso, comparativamente com adulto, o câncer tende a apresentar menores períodos de latência, crescer quase sempre rapidamente e ser geralmente invasivo.

A especialista diz ainda que a sobrevida estimada no Brasil por câncer na faixa etária entre zero e 19 anos é de 64%, segundo dados disponibilizados pelo Instituto Nacional do Câncer. 

Extremos

No outro extremo dos estados com maio número de diagnósticos, aparecem Amapá (com 69 diagnósticos), Roraima (109), Sergipe (151) e Acre (166). “Essa distribuição atesta a necessidade de ampliar o acesso das populações das regiões menos desenvolvidas e distantes a centros especializados para diagnóstico e tratamento. O cenário reforça a desigualdades na área da saúde e tira chances de cura e de sobrevida para milhares de crianças e adolescentes que não conseguem fazer exames ou ter a atenção de especialistas”, disse a presidente da SBP.

“Já houve tempo em que o câncer era considerado uma doença exclusiva da população adulta. O avanço da ciência e da tecnologia atestam que essa doença afeta crianças e adolescentes”, pontuou Luciana Silva.

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