Coordenadora diz que Planserv não é plano de saúde gerido pela ANS

Segundo Socorro Brito, trata-se de assistência ofertada pelo governo estadual, que atende, atualmente, cerca de 500 mil servidores e dependentes

Por Redação
15/05/2024 às 11h39
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Foto: Divulgação/GOVBA
Foto: Divulgação/GOVBA

A coordenadora-geral Socorro Brito pegou todo mundo de surpresa ao afirmar que o Planserv não é um plano de saúde, gerido pela Agência Nacional de Saúde (ANS). Isso porque até o próprio nome da sigla sugere isso: Plano de Saúde dos Servidores Públicos da Bahia. Segundo ela, no entanto, se trata de um benefício ofertado pelo governo estadual com regras específicas e que, atualmente, atende cerca de 500 mil servidores e dependentes na Bahia.

Em entrevista ao programa Acorda Cidade, da Rádio Sociedade News na última quinta-feira (9), Socorro explicou que o Planserv, "na verdade, é um patrimônio da Bahia, uma assistência dentro da administração", que cuida da saúde dos servidores que aderem ao benefício. De acordo com a coordenadora, o Planserv não possui "todo aquele hall de procedimentos da assistência da ANS", por isso existe uma diferença com o sistema de saúde privado.

"O Planserv é pensado como uma assistência de saúde, ele não é um plano de saúde logo, não tem ligação com a ANS, que é a Agência Nacional de Saúde Suplementar. Porque ele não é um órgão, não é uma fundação, ele é uma assistência, é um benefício que o Estado organiza para suplementarmente ao SUS oferecer a saúde. Porque tem o SUS como centro e a Constituição também prevê a saúde suplementar para acoplar, complementar", destacou.

Ainda na entrevista, Socorro ressaltou que o perfil do Planserv é uma assistência que possui dois tipos de polo, "mais de 31% são beneficiários com mais de 60 anos, e 26% são de 0 até 18 anos, inclusive netos". "Nenhum plano tem neto, então além dos seus beneficiários, dependentes, agregados, filhos maiores até 24 anos, ele também admite netos. Pediatria é cara, então quando se existem dois tipos de polo, pediatria e para os idosos, isso se exacerba, aumenta a autorização dos hospitais, até porque o custeio do Planserv não é pela idade, já os outros planos, quanto maior a idade, maior o valor do plano", disse.

Balanço

Dados divulgados pelo governo do Estado apontam que, de janeiro a março deste ano, cerca de 15.680 pacientes internados através do Planserv e ultrapassou 24 mil internamentos em emergências. Outros 5.235 pacientes estão em tratamento oncológico.

Em 2023, o balanço foi a realização de 1,6 milhão de consultas e mais de 524 mil atendimentos de emergência. O ano fechou com cerca de 146 mil internações regulares de janeiro a dezembro, aproximadamente 1,28 milhão de exames de imagem e outros 14 milhões de laboratório feitos por meio de convênio com o Planserv.

 

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