Tarcísio ataca Moraes em ato bolsonarista e dispara: ‘ninguém aguenta mais a tirania’
Governador de São Paulo eleva tom contra ministro do STF e defende anistia em ato bolsonarista na Paulista
Paulo Pinto/Agência Brasil
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), adotou neste domingo (7) uma postura mais dura contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a manifestação bolsonarista realizada na Avenida Paulista, em São Paulo, no feriado da Independência do Brasil. Em discurso inflamado, Tarcísio afirmou que “ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes”, ecoando o coro de apoiadores que gritavam “Fora Moraes”.
A fala marca uma mudança de tom do governador, que até então era visto em Brasília como um dos aliados de Jair Bolsonaro (PL) com maior capacidade de diálogo com integrantes da Suprema Corte.
Críticas ao Supremo e defesa de Bolsonaro
Diante de milhares de apoiadores, Tarcísio acusou Moraes de extrapolar suas funções.
“Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania de um ministro como Moraes. Ninguém aguenta mais o que está acontecendo no País”, declarou.
O governador também afirmou que “não vamos aceitar a ditadura de um Poder sobre o outro”, repetindo a narrativa de que o STF estaria impondo uma “ditadura judicial”. Em seguida, exaltou a figura do ex-presidente.
“Novos tempos virão. Vamos celebrar de novo com um líder que vai estar solto”, disse o governador de SP, em referência a Jair Bolsonaro, investigado no STF pela tentativa de golpe de Estado.
Anistia como bandeira política: pressão sobre Hugo Motta
No mesmo discurso, Tarcísio intensificou a defesa da anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília. Ele cobrou publicamente o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para pautar o projeto.
“É por isso que estamos aqui para defender a anistia e dizer para Hugo Motta: ‘Paute, paute a anistia'”, afirmou o governador, ressaltando que mais de 350 deputados já apoiariam a proposta.
Comparação com 1979
O governador comparou a situação atual com a anistia de 1979, durante o governo militar de João Figueiredo, que permitiu o retorno de exilados políticos. “Se o PT existe hoje, é porque houve anistia em 1979. Senão, não existiria. Aqueles que gritam ‘sem anistia’ foram justamente os beneficiados pela anistia”, disse.
Malafaia ataca Moraes e exalta Tarcísio
O pastor Silas Malafaia, também presente no ato, usou o palanque para reforçar os ataques a Alexandre de Moraes, acusando o ministro de “rasgar a Constituição” e conduzir investigações de forma “imoral e ilegal”. “É crime dar opinião, dar conselho, criticar, influenciar?”, questionou, após lembrar que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal.
Malafaia, que já criticou Tarcísio no passado, elogiou a nova postura do governador. “Agora está sendo um leão em favor da anistia”, disse, posicionando-o como principal herdeiro político de Bolsonaro.
Ato reúne aliados de Bolsonaro
O evento na Avenida Paulista contou com a participação da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), além de deputados, pastores e lideranças conservadoras.
A manifestação teve como eixos principais a defesa da anistia para Jair Bolsonaro e seus aliados, bem como as críticas ao Supremo Tribunal Federal e, em especial, ao ministro Alexandre de Moraes.
Contexto político
O embate entre bolsonaristas e o STF se intensificou desde os atos de 8 de janeiro de 2023, que resultaram em centenas de processos por tentativa de golpe de Estado e ataques à democracia. A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que Jair Bolsonaro e seus aliados articularam uma manobra para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao atacar Moraes e reforçar a bandeira da anistia, Tarcísio se distancia do perfil moderado que cultivava e sinaliza ao eleitorado bolsonarista que está disposto a disputar o espaço deixado por Bolsonaro, caso o ex-presidente seja impedido judicialmente de concorrer em 2026.
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