Silas Malafaia pede prisão de Alexandre de Moraes e convoca atos pró-Bolsonaro em 7 de Setembro
Pastor foi alvo de busca da PF e acusa ministro do STF de criminalizar opiniões; ação ocorre após indiciamento de Jair e Eduardo Bolsonaro
Reprodução/YouTube/Silas Malafaia
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pediu a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e convocou apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para atos no dia 7 de Setembro, data que se comemora a independência do Brasil. A declaração ocorreu após ele ser alvo de mandado de busca e apreensão nesta quarta-feira (20), no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao desembarcar de Lisboa. Ele prestou depoimento à Polícia Federal e acusou Moraes de transformar opiniões em crime.
“O criminoso Alexandre de Moraes, que denuncio há quatro anos, estabeleceu o crime de opinião no Estado Democrático de Direito. Até onde isso vai? Não tenho medo de ditadores. Não sou bandido”, disse o pastor.
O episódio ocorre logo após a divulgação do indiciamento do ex-presidente e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela Polícia Federal, por tentativa de obstrução de Justiça. Segundo a PF, pai e filho agiram de forma coordenada para interferir nas investigações do inquérito sobre a trama golpista.
Proibição de contato e medidas da PF
Durante a operação, a Polícia Federal apreendeu o celular e o passaporte do religioso, além de um caderno de anotações com passagens bíblicas utilizadas em suas pregações. Malafaia agora está proibido de deixar o país e de manter contato com Bolsonaro (PL), com quem trocou mensagens que motivaram a investigação.
Segundo a PF, o pastor atuava “na definição de estratégias de coação e difusão de narrativas inverídicas, bem como no direcionamento de ações coordenadas que, em última instância, visam coagir membros da cúpula do Poder Judiciário, de modo a impedir decisões jurisdicionais do STF”.
Mensagens e orientação a Bolsonaro
O alvo da operação refere-se a conversas de Malafaia com Bolsonaro sobre sanções impostas pelo governo dos Estados Unidos ao Brasil. As mensagens, registradas no celular do ex-presidente, indicam instruções de como pressionar o STF, incluindo argumentos sobre “anistia ampla e total” para evitar penalidades.
“Tem que pressionar o STF dizendo que se houver uma anistia ampla e total, a tarifa vai ser suspensa. Ainda pode usar o seguinte argumento: Não queremos ver sanções contra ministros do STF e suas famílias. Eles se cagam (sic) disso! A questão da tarifa é justiça e liberdade, não econômica. Traz o discurso para isso!(…)”, consta na investigação.
Convocação para manifestações de 7 de Setembro
Malafaia aproveitou a oportunidade para convocar apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro para manifestações do 7 de Setembro. Ele pediu que os bolsonaristas “dêem uma resposta” às medidas do STF e reforçou a necessidade de mobilização diante do que considera abusos do Judiciário. O pastor voltou a afirmar que Moraes deveria sofrer impeachment e ser julgado criminalmente.
“Alexandre de Moraes tem que tomar impeachment, ser julgado e preso”, declarou, acrescentando que continuará denunciando o ministro e orientando seus seguidores.
Eduardo Bolsonaro critica indiciamento da Polícia Federal
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reagiu ao seu indiciamento pela Polícia Federal, afirmando que a tese de crime é “absolutamente delirante”. Segundo ele, a investigação sobre sua atuação nos Estados Unidos junto ao governo do presidente Donald Trump para medidas de retaliação contra o Brasil e ministros do STF não tem relação com justiça, mas visa provocar desgaste político.
Eduardo argumentou que suas ações foram amparadas pela Primeira Emenda da Constituição americana, que garante liberdade de expressão e direito de petição ao governo, e reforçou que seu objetivo é defender liberdades individuais e se posicionar contra o que chama de “ditadura brasileira”.
“Se a tese da PF é de que haveria intenção de influenciar políticas de governo, o poder de decisão não estava em minhas mãos, mas sim em autoridades americanas”, disse Eduardo.
Moraes cobra esclarecimentos sobre pedido de asilo de Bolsonaro
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, deu prazo de 48 horas para que a defesa de Jair Bolsonaro explique documento de pedido de asilo político encontrado no celular do ex-presidente. O relatório da Polícia Federal aponta tentativas de burlar medidas cautelares e comunicação com terceiros para influenciar postagens nas redes sociais. Moraes determinou que a defesa esclareça os reiterados descumprimentos das medidas e o risco de fuga, antes do envio do caso à Procuradoria-Geral da República, que decidirá sobre eventual denúncia contra Bolsonaro e seu filho Eduardo.
“Diante do exposto. Intime-se a defesa de Jair Bolsonaro para que, no prazo de 48 horas, preste esclarecimentos sobre os reiterados descumprimentos das medidas cautelares impostas, a reiteração das condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”, decidiu o ministro.
PF indicia Bolsonaro e Eduardo por obstrução de Justiça e mira Malafaia
A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro e seu filho Eduardo por tentativa de obstrução de Justiça, acusando-os de agir de forma coordenada para interferir nas investigações do inquérito sobre a trama golpista. O relatório aponta que ações internacionais e postagens nas redes sociais tinham o objetivo de embaraçar o processo do STF.
O pastor Silas Malafaia também foi alvo de medidas cautelares, incluindo busca e apreensão de aparelhos e retenção de passaporte. As medidas reforçam a estratégia da PF e do STF de coletar provas e garantir a continuidade das apurações sobre a tentativa de golpe de Estado e coação judicial.
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