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Lula reclama que toda ação do governo é tratada como um “gasto”: “Desagradável”

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Presidente fala de frustração com visão orçamentária e destaca importância de investimentos durante lançamento do programa Acredita

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira (22), considerar “desagradável” que toda ação do governo seja tratada como “gasto”. Na cerimônia de lançamento do programa Acredita, o presidente afirmou que essa visão “inibe” os investimentos federais, que ficam em último plano na preparação do orçamento.

“Aqui no governo federal é muito desagradável porque tudo que você faz é tratado como se fosse gasto. Isso inibe a gente. Porque a gente começa o nosso orçamento pensando o que tem que deixar de reserva para pagar. A última coisa que a gente pensa é em que investir… Vai investir o que sobrar. E, assim, é muito difícil imaginar que a gente vai chegar no lugar que a gente quer com muita rapidez”, disse.

A crítica ocorreu após o lançamento do pacote de medidas que prevê a concessão de crédito aos donos de pequenos negócios e microempreendedores individuais, além da renegociação de dívidas Para o presidente, o investimento no Acredita é uma forma de ajudar as pessoas que não precisam de grandes quantias de dinheiro, mas não têm a quem recorrer “porque os bancos não foram preparados para receber pobre”.

Segundo o presidente, o programa “não é apenas um novo anúncio de política de crédito”, e sim um “pontapé” para o governo atingir o objetivo de transformar o Brasil de forma definitiva em um país desenvolvido.

“A gente não quer um País de gente muito rica e gente muito pobre. Se possível, a gente quer um País com uma classe média sustentável”, disse Lula. O presidente ainda afirmou que é importante que o País tenha condições de investir 30% do PIB em construção civil e entre 20% e 25% no setor produtivo.

No entanto, o chefe do Executivo ressaltou que o crescimento se dá por meio de investimentos e que, para isso, é essencial ter uma boa relação com o Congresso. Para tanto, ele cobrou a participação dos ministros na articulação política, dizendo que eles devem passar mais tempo “conversando no Senado e na Câmara”.

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