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Hélio Ferreira diz que paralisação foi “grito de socorro” dos rodoviários e aponta: “Greve está no radar”

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Vereador rebateu as críticas ao movimento e afirmou se tratar de uma "prática de direita"

O vereador Hélio Ferreira (PCdoB) afirmou, nesta segunda-feira (29), que a paralisação realizada por rodoviários de Salvador impedindo a saída veículos da Estação da Lapa, foi um “grito de socorro” da classe, com o objetivo de “evitar o pior”.

“Salvador já está com quase dois milhões de automóveis e as vias não suportam. Hoje você, nos horários de pico, perde muito tempo nos congestionamentos para poder chegar ao seu local de trabalho ou para retornar para casa. A gente precisa de medidas urgentes. Nossa ação hoje foi um grito de socorro. As outras ações podem ser também um grito de socorro para evitar o pior na cidade do Salvador”, afirmou. 

O edil também rebateu as críticas ao movimento dos rodoviários e afirmou se tratar de uma “prática de direita”, com o objetivo de “encobrir um grande problema” da cidade. “Não adianta ficar com esse discurso político, porque o discurso político é da parte deles. Eles que querem politizar a situação porque não tem nada a ver. A categoria sempre fez campanha salarial, independente de ano político ou não. Sempre teve. A história diz isso. Sempre tivemos passeatas, sempre tivemos assembleias de rua, sempre tivemos paralisações de garagem, e sempre tivemos greve, sempre vai ter, independente de ano eleitoral ou não”.

Em resposta à declaração do vereador Claudio Tinoco (União Brasil), que definiu a paralisação sem aviso prévio como uma “irresponsabilidade e covardia”, Ferreira afirmou que o edil tem a intenção de “criar um plano de fundo e esconder o problema do transporte público”.

“O problema é grave, a gente sabe disso, e a população sabe disso que está sofrendo com isso, com corte de linha, com ônibus cheio, com ônibus sem elevador para deficiente, com ônibus sem ar-condicionado. Essa ideia de fazer um movimento na rua, é para chamar a população a se incorporar na nossa luta, é chamar os trabalhadores, as comunidades, os outros segmentos, juntar os rodoviários para poder, sim, lutar por um transporte público que realmente atenda a população”, observou.

Perguntado se a população deve pagar o “preço” pela briga envolvendo rodoviários e empresários, Hélio Ferreira ressaltou que o objetivo da movimentação é fazer com que as pessoas não continuem sendo “penalizadas”. 

“A população sempre está pagando um preço muito caro. A população anda muito mais só para pegar o ônibus, para ela sair de casa, para chegar até o ponto de ônibus. Talvez a população não está percebendo o que ela está sofrendo diariamente. E aí, talvez também, a gente só está vendo esse momento aqui agora, naquele momento em que a população andou um pouquinho, mas a população sabe que está sofrendo muito por isso. Então, a nossa luta aqui é para também diminuir esse sofrimento da população”. 

Na sequência, ele pediu que a sociedade se junte aos rodoviários na campanha salarial destes profissionais. “Não pode ser só a luta dos rodoviários. A nossa luta da campanha salarial, a gente aproveita esse momento para denunciar outros problemas que tem no transporte público, para poder chamar a atenção dos gestores. Para poder ouvir a população e os trabalhadores para poder realmente ver se constrói alguma coisa que realmente melhore a situação e tire a população dessa pendência que tem o transporte público”.

Possibilidade de greve

Questionado se existe a possibilidade de greve, o edil afirmou que o tema “está no radar”. “A greve tá no radar. Isso aí é apenas um ensaio, um esquenta. Estamos esquentando, começamos na quinta-feira com a Assembleia de uma garagem, fizemos essa hoje, essa assembleia hoje lá na Lapa. Hoje vamos fazer uma reunião da diretoria, no final da tarde, para poder avaliar o que é que vamos fazer amanhã e aí já preparando as turbinas, esquentando a galera para uma greve geral por tempo indeterminado”.

 

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