Haddad sela candidatura de Lula e revela como PT se prepara para vencer em 2026
Ministro ressaltou que há ‘coesão’ em torno do nome do presidente e PT possui ‘instinto de sobrevivência muito grande’
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou, nesta quinta-feira (20), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. Durante entrevista à Globonews, Haddad ressaltou que há uma “coesão” em torno do nome de Lula e enfatizou que o PT possui um “instinto de sobrevivência muito grande”.
“Podia até haver dúvida, até o presidente estimulou um certo debate em torno disso. Hoje há uma coesão em torno do nome do presidente Lula e nós vamos seguir trabalhando juntos para o PT, que tem um instinto de sobrevivência muito grande, sabe das tarefas que tem pela frente, dos desafios“, afirmou.
PT e eleições 2026
Na ocasião, Haddad também destacou que o partido continua se adaptando ao atual cenário político, e reiterou que a sigla segue comprometida com suas pautas históricas. Para ele, o PT precisa manter um projeto competitivo para as eleições de 2026.
“Eu não vejo nenhum problema do presidente Lula (sic) coordenar a todos em proveito de um projeto defensável e competitivo em 2026“, disse.
Sobre sua atuação no Ministério da Fazenda, Haddad ressaltou que sua formação é diferente de outros ministros que ocuparam a pasta. “Eu tenho outra formação, eu não vou ser o ministro da Fazenda que vai fazer rigorosamente o que todos os meus antecessores fizeram“, observou.
Relação entre Casa Civil e Fazenda
Na ocasião, o ministro negou que haja um clima de animosidade dentro do governo, mas reconheceu tensões entre diferentes setores, devido às funções distintas de cada ministério. Questionado sobre críticas de integrantes do PT, incluindo as feitas nos bastidores, Haddad minimizou o impacto dessas divergências.
“Eu conheço a Gleisi [Hoffmann, ministra das Relações Institucionais] há muito tempo, eu tenho uma relação com a Gleisi de muitos anos. O Rui [Costa, ministro da Casa Civil] eu conheço há menos tempo, então você vai naquele processo de aproximação gradual. E Casa Civil e Fazenda, independentemente dos personagens, tem uma questão, porque são missões um pouco diferentes. Então essa relação é um pouco mais tensionada pela natureza do que cada um pretende entregar“, disse.
Haddad afirmou que ele e Costa alinharam suas posições ao longo do primeiro ano do governo. “Eu penso que de lá para cá ela só tem melhorado“, comentou.
Ele também afirmou que divergir faz parte do processo político. “A política é uma coisa que você está 100% exposto, o tempo todo exposto, com tarefas hercúleas pela frente e um ambiente de trabalho, de coordenação política que não é simples, porque é uma heterogeneidade ainda maior do que a que existe no PT, que já é grande“, disse.
Política econômica e comparação com Argentina
Durante a entrevista, Haddad também comentou sobre a política econômica da Argentina sob o governo de Javier Milei. Ele afirmou que as situações dos dois países são diferentes e que o modelo aplicado pelo governo argentino não se encaixa na realidade brasileira.
“Aplicar o mesmo remédio de Milei no Brasil é um equívoco. É uma situação completamente diferente“, disse.
Ele destacou que a inflação anual do Brasil equivale à inflação mensal da Argentina. O país vizinho enfrenta dificuldades externas, falta de reservas cambiais e discute a dolarização da economia.
“Nós estamos em outra pegada, nós estamos em outro ambiente. O presidente Lula nos primeiros mandatos tomou providências para resolver o problema externo brasileiro“, afirmou.
Por fim, o ministro citou o pagamento da dívida externa e a acumulação de reservas superiores a US$ 300 bilhões, como medidas que garantiram proteção contra turbulências econômicas. “Em 2008, nós passamos super bem por aquela situação internacional, muito desafiadora. Continuamos bem. O Brasil tem como se proteger, inclusive de ataques de qualquer natureza, e vai continuar fortalecendo as suas relações multilaterais“, concluiu.
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