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Cris Correia critica portaria do governo para aprovação em massa de estudantes: “É descompromisso com a educação”

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A portaria de número 190 prevê, inclusive, a aprovação automática para alunos que não frequentam as aulas, segundo a APLB

A descoberta da portaria 190, publicada em janeiro pelo governo do Estado, que determina a aprovação em massa de alunos da rede estadual, causou revolta entre professores e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB). A presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador (CMS), a vereadora Cris Correia (PSDB), denunciou a manobra durante discurso na tarde desta segunda (19). Na ocasião, ela colocou o colegiado à disposição da APLB para discussão sobre o tema.

“Será que [o governador Jerônimo Rodrigues] não pensa nas consequências que isso pode gerar para esses alunos que estão se preparando para o vestibular, que estão se preparando, se qualificação para decisão da sua vida profissional?”, questionou Cris. 

A vereadora também lembrou dos baixos indicadores da Bahia na educação. “Não é à toa que a Bahia está entre os piores índices de educação. Todos nós sabemos qual o IDEB do ensino médio do Estado. Se de um lado temos o descompromisso com a educação, por outro, o prefeito Bruno Reis abriu o ano letivo entregando um complexo esportivo educacional no Nordeste de Amaralina”, afirmou.

Cris também enfatizou que a prefeitura vai entregar mais de 50 novas escolas até o final de 2024. “Construção de escolas é garantia de qualidade? Não é só, mas passa por isso também. Ter um ambiente apropriado, não tenho dúvida, de que isso vai impactar na qualidade do ensino, da aprendizagem”.

APLB realiza pesquisa para avaliar impactos

Por meio do seu site oficial, a APLB realizou uma pesquisa para identificar os impactos da medida no processo de ensino e aprendizagem. A pesquisa colheu respostas dos educadores até ontem (18). A APLB, no entanto, não publicou informações sobre quando os resultados da pesquisa serão divulgados. 

Em nota publicada na última sexta-feira (16), a APLB indicou que a medida permite a aprovação de alunos não frequentes. “A preocupação aumenta, pois, por conta da medida foi promovida a aprovação automática, inclusive para alunos não frequentes. A APLB-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia não é à favor da reprovação em massa ou automática. Mas, a aprovação precisa respeitar o processo Pedagógico, respeitando o tempo de aprendizagem dos alunos de forma qualificada para que possam cumprir o percurso escolar da melhor forma”, dizia a nota. 

Na ocasião, o coordenador-geral da APLB, Rui Oliveira, afirmou que o Sindicato buscará medidas legais. “Nós vamos denunciar ao Ministério Público estadual, ao Conselho Estadual de Educação, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e junto à CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação”, disse.

 

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