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Especialista aponta importância de políticas sociais de combate à tuberculose

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Convidada do Podcast do M!, infectologista Eliana Matos ressalta que doença está associada à pobreza e, portanto, luta não pode ser "puramente biológica"

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a tuberculose como um problema de saúde pública que já dura décadas. De acordo com a instituição, em todo o mundo foram 7,5 milhões de novos diagnósticos da infecção em 2022. Este é o maior número de casos da doença desde 1995, quando o levantamento começou a ser feito.

Só em 2022, inclusive, a doença matou 1,3 milhão de pessoas no mundo, se tornando a segunda infecção mais fatal do planeta, perdendo só para a Covid-19, mas com o dobro de mortes causadas pela Aids.

No Brasil, os dados também são alarmantes. De acordo com as últimas informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, em 2021, 5.072 pessoas morreram de tuberculose no País – o maior número de óbitos desde 2002, com alta de 11% em relação a 2020. O quantitativo de diagnósticos também subiu 5,4%, atingindo 74,3 mil em 2021.

Em sua participação no Podcast do Portal M!, a médica infectologista Eliana Dias Matos explicou que as políticas públicas de saúde são fundamentais no controle da tuberculose e destacou que, no Brasil, o desenvolvimento dessas estratégias está a cargo do Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Controle da Tuberculose.

Contudo, a médica também detalhou que a operacionalização dessas políticas é realizada por  estados e municípios. Portanto, existe um conjunto de ações em que os três entes federados têm uma responsabilidade muito grande.

“Para melhorar essa política de saúde e para que o Brasil consiga alcançar a meta com a qual se comprometeu junto à Organização Mundial de Saúde, de eliminar a tuberculose como um problema de saúde pública, [é preciso] reduzir o número de casos – hoje em 37 para cada grupo de 100 mil habitantes – para menos de 10 casos por cada grupo de 100 mil habitantes. É uma meta ambiciosa com que o Brasil se comprometeu até 2030. Temos, então, seis anos de muito trabalho, tanto do ministério como dos estados e municípios, para alcançarmos essa meta”, informou a também doutora em Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), médica pneumologista do Hospital Cardio Pulmonar e coordenadora da Referência Terciária em Tuberculose do Hospital Especializado Octávio Mangabeira.

Eliana Dias Matos afirmou que, para que a meta seja alcançada, serão necessárias algumas melhorias nas políticas públicas, dentre elas o aumento no apoio dado pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios na detecção de casos novos e na prevenção da doença através do tratamento da infecção tuberculosa. De acordo com especialista, neste último caso, trata-se do indivíduo que está infectado, mas ainda não tem a patologia. O tratamento, nesta situação, faz com que se reduza a incidência futura de tuberculose ativa.

Outra iniciativa essencial no combate à doença, segundo a infectologista, é a adoção de um controle maior sobre o desfecho do tratamento no Brasil.  “Ainda está muito aquém do esperado, e essa política pública de incentivo aos municípios, aos estados, para que eles alcancem uma maior taxa de sucesso de cura, é outra importante política de saúde pública”, detalhou.

Eliana também apontou a necessidade de monitoramento, por parte do Ministério da Saúde, para o combate à doença feito pelos estados, bem como o aumento da observação realizada pelos entes da Federação para o que tem sido feito pelos municípios.

Programa de eliminação das doenças determinadas socialmente

No início deste ano, o governo federal lançou um programa que visa eliminar as chamadas doenças determinadas socialmente e, dentre elas, está a tuberculose. Este plano, definido por Eliana Dias Matos como ambicioso, envolve ações do Ministério da Saúde, secretarias municipais e estaduais de Saúde, e também de 14 outras pastas federais relacionados ao assunto, direta ou indiretamente.

“Basta dizer que a tuberculose é uma doença associada à pobreza e, com essa característica, a luta contra a tuberculose não pode ter um aspecto só puramente biológico, mas sim ter uma abordagem do ponto de vista social. São 14 ministérios envolvidos nessa luta para controle dessa endemia. O Brasil se comprometeu junto ao IMS [Instituto Multidisciplinar de Saúde], em 2030, a ter o controle da tuberculose como problema de saúde pública. O que significa isso? Significa que nós teríamos que ter, pelo menos, apenas 10 casos por cada grupo de 100 mil habitantes. Atualmente, o Brasil tem 37 casos por cada grupo de 100 mil habitantes”, destalhou a especialista.

Confira o podcast completo:

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